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Animais morrem no Quênia devido à seca que deixa muitos famintos

Mais de dois milhões enfrentam fome em partes do Quênia; o nordeste, região pecuária, registra secas prolongadas e perdas de animais

Locals queue to receive relief food as severe drought continues, in Lomekulu Village, Turkana County, Kenya, Sunday, Feb. 8, 2026. (AP Photo/Patrick Ngugi)
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  • Droughts deixaram mais de dois milhões de pessoas com fome em partes do Quênia, sendo as comunidades criadoras de gado no nordeste as mais atingidas.
  • Quatro estações chuvosas consecutivas falharam na região do Corno de África, intensificando a seca e a escassez de água.
  • No Quênia, dez condados enfrentam condições de seca, com Mandera, que faz fronteira com a Somália, recebendo classificação de “alarme” por mortes de animais e desnutrição infantil.
  • Os impactos se estendem à Somália, Tanzânia e Uganda, com a Organização Mundial da Saúde destacando padrões climáticos parecidos e riscos de crise hídrica.
  • A seca está ligada às mudanças climáticas, com o oceano Índico mais quente contribuindo para tempestades mais intensas e períodos de seca mais longos.

Drought atinge partes do Quênia, deixando mais de 2 milhões de pessoas em situação de fome. Comunidades que criam gado no nordeste enfrentam as perdas mais severas, segundo a ONU e parceiros. As imagens de animais magros perto da fronteira com a Somália sensibilizam a região, pressionada pelas mudanças climáticas.

O governo queniano, junto a organizações internacionais, aponta que quatro safras úmidas consecutivas falharam na região de Saara, aumentando a vulnerabilidade de agricultores e pecuaristas. Normalmente, animais morrem antes de crianças em situações de seca prolongada.

O contato com a situação na África Oriental é ampliado por dados da ONU e da OMS, que registraram altas taxas de desnutrição e doenças ligadas à fome entre comunidades atendidas por programas de saúde e assistência emergencial.|

Redução de chuvas e magnitudes regionais

Quatro ciclos chuvosos não sustentaram a região do Chifre da África, levando a déficits prolongados de água. O período de outubro a dezembro foi um dos mais secos já registrados, com áreas do leste do Quênia enfrentando seu pior padrão de chuva desde 1981. Ao todo, cerca de 10 condados quenianos passam por seca, segundo a Autoridade Nacional de Gestão de Seca.

Mandera, no nordeste, fronteiriça à Somália, atingiu o estágio de “alarme”, indicando escassez crítica de água, morte de animais e desnutrição de crianças, conforme avaliação de autoridades locais. A situação se estende para a Somália, Tanzânia e Uganda, conforme a OMS divulgou no fim de janeiro.

Em partes da Somália, avaliações da Islamic Relief apontaram “enorme escassez de alimentos” e deslocamento de famílias para abrigos de internos. No país vizinho, mais de 3 milhões de pessoas deixaram suas casas em busca de abrigo. A organização ressalta que 70% dos deslocados em Baidoa dependem de uma única refeição por dia.

Impacto humano e resposta

Especialistas associam as mudanças climáticas ao agravamento dos eventos secos e de tempestades tropicais mais intensas. O Oceano Índico aquecido favorece esses padrões, prejudicando pastagens e safras na economia local baseada na agricultura de subsistência.

A população afetada depende de ajuda humanitária para acesso a água, alimento e serviços de saúde. A mobilização internacional envolve governos e ONGs, que trabalham para ampliar a assistência aos deslocados e reduzir riscos de desnutrição infantil em acampamentos e comunidades rurais.

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