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Ataques com drones fatais contra civis persistem no Kordofan, diz a ONU

ONU afirma que drones continuam causando mortes e ferimentos em civis em Kordofan, mesmo após o fim dos cercos em cidades sob controle do RSF

Human Rights Council in Geneva
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  • A ONU informou que ataques aéreos com drones contra civis continuam em várias regiões do Sudão, mesmo após o Exército ter rompido cercos prolongados de cidades ao sul controladas por forças RSF.
  • O diretor de direitos humanos da ONU, Volker Türk, disse que os bombardeios seguiram ocorrendo e resultaram em dezenas de mortes e ferimentos de civis.
  • Segundo ele, os números compilados vão até 6 de fevereiro, com mais de 90 civis mortos e 142 feridos devido a ataques de ambos os lados, RSF e forças armadas.
  • O Exército afirmou ter encerrado o cerco de al-Dalanj no fim de janeiro e Kadugli no início de fevereiro, cidades que enfrentaram fome e shortages de atendimento médico por bloqueios de suprimentos.
  • Autoridades de direitos humanos destacaram que milhares de pessoas de al-Fashir estão desaparecidas, com algumas mortas e outras possivelmente mantidas em condições de detenção desumanas.

O secretário de Direitos Humanos da ONU informou, nesta segunda-feira, que ataques com drones contra civis continuam no estado de Kordofan, no Sudão, mesmo após o exército ter encerrado longos cercos de cidades do sul controladas pelas forças RSF. A avaliação foi feita durante sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

Segundo Volker Turk, as operações com drones seguem ocorrendo de ambos os lados, resultando em dezenas de mortes e ferimentos entre civis. O escritório dele acompanha os fatos desde o fim de janeiro até 6 de fevereiro, com registros de pelo menos 90 mortes e 142 feridos.

A ONU cita que o exército sudanês afirmou ter rompido o cerco de al-Dalanj no fim de janeiro e o de Kadugli no início de fevereiro, em meio a relatos de fome e falta de suprimentos médicos causados por bloqueios logísticos. Dados anteriores mostraram receios de desfechos semelhantes aos vistos em al-Fashir, em 2025.

Turk também mencionou que milhares de habitantes de al-Fashir continuam desaparecidos, com alguns presumidamente mortos, enquanto outros estariam sob condições de detenção descritas como desumanas. A nota oficial reforça a necessidade de investigações e proteção de civis.

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