- Økokrim abriu investigação para apurar eventual concessão de vantagens relacionada aos cargos de Mona Juul e Terje Rød-Larsen, ligados a Jeffrey Epstein.
- A polícia realizou buscas em um apartamento em Oslo e na casa de uma testemunha.
- Epstein deixou 10 milhões de dólares aos dois filhos de Juul e de Rød-Larsen.
- Mona Juul atuou como chefe de departamento no Ministério das Relações Exteriores da Noruega e, depois, foi embaixadora no Reino Unido; ela renunciou ao cargo de embaixadora na Jordânia e no Iraque.
- O Ministério das Relações Exteriores disse que Juul e Rød-Larsen tiveram vínculos com Epstein, com repercussões recentes na imprensa sobre o caso e nos arquivos divulgados.
A Økokrim anunciou nesta segunda-feira, 9, a abertura de uma investigação para apurar possíveis irregularidades envolvendo uma diplomata de destaque norueguesa e seu marido, em relação a vínculos com Jeffrey Epstein. A apuração busca entender se houve concessão de vantagens em função pública.
A investigação ocorreu após reportagens da imprensa norueguesa sobre associações entre o casal e Epstein, que foi condenado nos EUA e morreu em 2019. A polícia realizou buscas em um apartamento em Oslo e na casa de uma testemunha.
Epstein deixou 10 milhões de dólares aos dois filhos de Mona Juul e Terje Rød-Larsen, segundo as reportagens. A polícia afirmou buscar elementos sobre eventuais benefícios obtidos pela dupla por meio de seus cargos.
Inquérito e perfis envolvidos
Juul, de 66 anos, já foi chefe de departamento do Ministério das Relações Exteriores da Noruega e atuou como embaixadora no Reino Unido na década de 2010. Rød-Larsen, de 78, foi figura central nas negociações que resultaram nos Acordos de Oslo nos anos 1990.
Juul renunciou ao cargo de embaixadora na Jordânia e no Iraque, conforme o Ministério das Relações Exteriores da Noruega. A divulgação de novos arquivos nos EUA ampliou a atenção sobre o casal.
Contexto e desdobramentos
As investigações ocorrem em meio a revelações que ligam outras personalidades norueguesas a Epstein. A imprensa divulgou informações que envolvem figuras como a princesa herdeira Mette-Marit e o ex-primeiro-ministro Thorbjørn Jagland, sem que haja conclusão sobre o impacto dessas informações.
A Økokrim informou que as apurações visam esclarecer se houve uso indevido de influência ou vantagens relacionadas aos cargos ocupados pelos investigados. Não houve divulgação de prisões ou novas detidamente até o momento.
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