- O vice‑ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Grushko, disse à Izvestia que um acordo de paz com a Ucrânia deve incluir garantias de segurança para a Rússia.
- Grushko afirmou que, sem garantias para a Rússia, o acordo não é viável, embora reconheça os interesses de segurança da Ucrânia.
- As negociações, com a participação de representantes dos EUA, ocorreram em duas rodadas recentes nos Emirados Árabes Unidos; na última reunião houve o primeiro intercâmbio de prisioneiros em cinco meses.
- Garantias de segurança para a Ucrânia estão entre os temas centrais, junto com o controle de território e o plano de recuperação de Kyiv; o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse que documentos de garantias estavam prontos.
- O Izvestia listou possíveis elementos das garantias, como a proibição de adesão da Ucrânia à OTAN, a retirada de tropas de estados da OTAN e o fim do uso do território ucraniano para ameaçar a Rússia; a próxima rodada ainda não tem data.
O acordo para encerrar o conflito entre Rússia e Ucrânia precisa incluir garantias de segurança para a Rússia, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Grushko, em entrevista à Izvestia nesta terça-feira.
Grushko destacou que a paz não pode ser alcançada sem considerar os interesses de segurança de Moscou, além dos de Kiev. Ele disse que esse ponto é fundamental para qualquer acordo.
Segundo a reportagem, líderes europeus não costumam falar de garantias para a Rússia, elemento que, na visão russa, é essencial para a viabilidade de um acordo de paz.
Garantias de segurança como tema central
As negociações entre Rússia e Ucrânia, com a participação de representantes dos EUA, ocorreram em rounds recentes nos Emirados Árabes Unidos. Ainda não houve um acordo definitivo.
Foi registrado, no entanto, o primeiro acordo de troca de prisioneiros em cinco meses, durante a última reunião. O retomada de negociações ficou acordada, mas sem data definida.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou que documentos sobre garantias de segurança para a Ucrânia estavam prontos. Grushko listou itens que poderiam compor tais garantias, segundo a Izvestia.
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