- Cientistas dos EUA fogem para a Áustria enquanto o governo Trump corta verbas e ataca a academia, com Wali Malik indo liderar infraestrutura robótica em Viena.
- Autoridades austríacas dizem que o ataque americano à ciência é chocante e aproveitam para se apresentar como refúgio seguro para pesquisa e inovação, com planos para atrair pelo menos cinqüenta acadêmicos dos EUA em um ano.
- O Congresso dos EUA e agências federais reduziram financiamentos, afetando bolsas e pesquisas, o que acelera a debandada de pesquisadores para o exterior.
- A Academia Austríaca de Ciências lançou, em julho de 2025, o primeiro programa de bolsas para pesquisadores de todas as nacionalidades de instituições americanas, com vinte e cinco becas de quarenta e oito euros mil? (corrigido) — cada uma de quarenta e oito mil euros? — recebendo meio milhão de euros.
- Casos individuais citados: Alexander Lex transferiu o laboratório para a Graz University of Technology; Hussam Habib migrou para a Áustria, destacando que a situação nos EUA preocupa pesquisadores sobre a estabilidade da ciência no país.
Austria surge como destino de pesquisadores dos EUA diante do que descrevem como ataques à academia nos Estados Unidos. Em Viena, Wali Malik assumiu a liderança de infraestrutura robótica na Aithyra, instituto de ciências da vida, criado em 2024 e que pretende incorporar IA em toda a pesquisa.
Malik, que trabalhava em Boston como consultor, viu a mudança ocorrer após cortes de verbas e demissões no NIH e na National Science Foundation. A decisão de se mudar foi motivada pela percepção de um ambiente acadêmico cada vez mais polarizado e por temores de retaliação governamental.
O relato de Malik destaca que a mudança ocorreu antes de ele conhecer a Áustria. Em Viena, ele afirma ter encontrado um cenário de maior previsibilidade institucional para pesquisas inovadoras, sem o risco de políticas que pudessem desfavorecer laboratórios com foco científico.
Contexto europeu e programas de atração
A Áustria busca tornar-se polo para pesquisadores estrangeiros, anunciando iniciativas para trazer professores e pesquisadores em fases diferentes da carreira. O governo também divulgou fundos para estudantes que enfrentem discriminação, com foco em manter o fluxo de talentos para a ciência.
A Academia Austríaca de Ciências lançou, em julho de 2025, um programa de bolsas que atinge pesquisadores de instituições americanas, com apoio financeiro significativo. A meta é sinalizar estabilidade democrática e compromisso com a pesquisa, sem dictados ideológicos.
Casos de pesquisadores que colaboram com a mudança
Outros cientistas migraram para instituições europeias, atraídos pela possibilidade de continuidade acadêmica diante da instabilidade legal nos EUA. Pesquisadores que trabalham com temas como governança de plataformas e desinformação também relataram interesse em transferir atividades para o continente.
Alguns profissionais passaram a atuar em universidades austríacas ou trocar de instituição nos EUA por oportunidades europeias. Estudos de caso indicam que a decisão envolve fatores como financiamento, liberdade acadêmica e qualidade de vida para famílias.
Reação institucional e contexto político
Autoridades austríacas destacam a mudança de governo nos EUA como um fator que amplia o interesse por programas de acolhimento de pesquisadores. A ministra da Mulher, Ciência e Pesquisa, Eva-Maria Holzleitner, classificou as ações americanas como choque para a comunidade científica.
Especialistas e dirigentes afirmam que o ambiente europeu oferece diversidade de oportunidades, inclusive para estudantes que enfrentam barreiras educacionais. A estratégia visa manter a continuidade de projetos de pesquisa com padrões internacionais.
Entre na conversa da comunidade