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BBC World Service enfrenta risco de financiamento em sete semanas, diz Tim Davie

BBC World Service pode ficar sem financiamento em sete semanas; Tim Davie pressiona Governo por acordo para evitar cortes na cobertura internacional

Tim Davie has made securing a new deal for the BBC’s World Service one of his final priorities before he leaves the role of director general in April.
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  • Tim Davie alerta que o BBC World Service fica sem financiamento em sete semanas, sem acordo futuro com o governo; o atual arranjo com o Foreign Office termina no fim de março.
  • O orçamento total é de cerca de £ 400 milhões; o Foreign Office contribuiu com £ 137 milhões no último ano; Davie pede apoio rápido do governo para manter o serviço.
  • O dirigente diz que o World Service está no centro das negociações sobre a renovação do estatuto da BBC, diante da redução de equipes de reportagem internacional e do aumento de desinformação online.
  • Davie aponta bloqueios de transmissão em China, Rússia, Turcomenistão e partes do Vietnã, com dificuldades em Etiópia, Mianmar e Afeganistão; jornalistas da edição persa foram monitorados e familiares pressionados.
  • O ministro do Foreign Office afirmou que o financiamento nos próximos três anos será decidido no processo de alocações do FCDO, antes do início do ano financeiro de 2026-27.

O BBC World Service pode ficar sem financiamento em sete semanas, caso não haja um acordo futuro com o governo. Tim Davie, diretor-geral da BBC, alertou sobre o risco durante uma apresentação à Foreign, Commonwealth and Development Office (FCDO). A mensagem chega em meio a cortes de reportagens internacionais e ao aumento de desinformação online.

Davie destacou que a incerteza financeira ocorre em um momento em que organizações de imprensa reduzem equipes internacionais. Ele afirmou ainda que a imprensa estatal de Rússia e China conquista maior confiança global, o que aumenta a pressão para manter o serviço no ar. O financiamento atual vence no fim de março.

O diretor-geral pediu apoio do governo para renovar o acordo que sustenta o World Service, fundamental para a honestidade jornalística do Reino Unido. O orçamento total é de cerca de 400 milhões de libras, com a FCO contribuindo, no último ano, com 137 milhões.

Segundo Davie, a BBC precisa de garantias rápidas para não interromper a cobertura internacional. Ele ressaltou que, enquanto isso não acontece, outras redações reduzem equipes e a desinformação cresce rapidamente na internet. A BBC também defende mais investimento público a longo prazo.

A BBC apontou que o nível de confiança no World Service permaneceu estável em 78% desde quatro anos atrás. Já a confiança em meios estatais de Rússia e China subiu, respectivamente, para 71% e 70%. Davie citou esse contexto para defender a importância do serviço britânico.

Durante o evento, Davie elogiou jornalistas da rede persa da BBC, que enfrentam monitoramento próximo por autoridades iranianas. Ele mencionou ações de reforço de cobertura em janeiro, quando houve bloqueio de internet no Irã, para manter o acesso a notícias confiáveis.

Davie indicou que o serviço enfrenta também dificuldades para transmitir em países como China, Rússia, Turcomenistão e partes do Vietnã, além de dificuldades em Etiópia, Mianmar e Afeganistão. O tom foi de alerta sobre restrições à atuação jornalística.

O FCDO sinalizou que o financiamento para o World Service será definido pelo processo de alocações, com decisões previstas antes do início do ano fiscal 2026-27. O ministério afirmou que o apoio ao serviço é valorizado, mas que as deliberações dependem de prioridades orçamentárias.

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