- A-Etiópia estaria sediando um campo secreto para treinar milhares de combatentes do Rapid Support Forces (RSF) do Sudão, segundo fontes citadas pela Reuters.
- As informações indicam que o financiamento e treinamentos teriam sido fornecidos pelos Emirados Árabes Unidos, conforme nota interna de serviços de segurança e câmara diplomática analisadas pela Reuters.
- O campo fica na região de Benishangul-Gumuz, a cerca de 32 quilômetros da fronteira com o Sudão, com capacidade estimada de até 10 mil combatentes.
- Jovens etíopes são a maior parte dos recrutas; também há sudaneses e sul-sudaneses, incluindo membros de grupos de oposição, segundo autoridades ouvidas pela agência.
- A infraestrutura envolve também um aeroporto de Asosa com previsão de centro de operação de drones, ligado a planos de ampliar atuações aéreas na região.
Ethiopia estaria mantendo um campo secreto para treinar milhares de combatentes do RSF, grupo paramilitar do Sudão, segundo apurações da Reuters. O acampamento fica na região de Benishangul-Gumuz, a poucos quilômetros da fronteira com o Sudão. A notícia aponta financiamento e apoio logístico supostamente fornecidos pelos Emirados Árabes Unidos, conforme fontes consultadas pela agência.
Ao todo, quinze fontes, incluindo autoridades e diplomatas etíopes, descrevem que o treinamento começou já em outubro e que a infraestrutura abriga milhares de soldados com logística à cargo de treinadores e apoio logístico dos Emirados. Uma nota de segurança interna do país, bem como um cable diplomático citado pela Reuters, sustenta a participação dos Emirados no projeto.
O local, situado no distrito de Menge, foi moldado a partir de área florestal próxima à fronteira. Imagens de satélite indicam montagem de abrigos, tendas e infraestrutura de apoio desde novembro, com atividades intensificadas nos últimos meses. As imagens também mostram um centro de controle de drones em um aeroporto próximo.
Registram-se operações de transporte de tropas via Asosa, cidade próxima, incluindo caminhões com treinamento de pessoal que teriam seguido para o acampamento desde outubro. A Reuters aponta que o tamanho do acampamento poderia abrigar milhares de combatentes, com capacidade estimada para até 10 mil conforme cabos diplomáticos.
A estrutura inclui um aeroporto na região, que passou por obras desde 2025. Fotos de satélite indicam hangares, áreas pavimentadas e possível estação de controle de drones, reforçando o papel logístico na região para o RSF. A remodelação é vista por analistas como parte de uma estratégia mais ampla para sustentar operações transfronteiriças.
Ainda não há resposta oficial de autoridades sudaneses quanto às informações, nem confirmação de participação direta do RSF no acampamento. O governo dos Emirados afirmou não estar envolvido no conflito nem nas hostilidades. As partes envolvidas não comentaram detalhadamente o assunto a pedido de imprensa.
Ressalta-se que o conflito no Sudão, iniciado em 2023, envolve forças armadas sudanesas e o RSF, com impactos humanitários e deslocamentos de refugiados para países vizinhos. Países da região são citados como componentes do cenário de apoio externo ao longo do conflito.
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