- O Departamento de Estado dos Estados Unidos barrou a entrada, para ele e sua família, de Hokkons Baules, presidente do Senado de Palau, por corrupção associada à China.
- Também foi designado Anderson Jibas, ex-prefeito das Ilhas Marshall, por envolvimento em uso indevido de recursos da Bikini Resettlement Trust.
- As medidas impedem a entrada dos dois homens e de seus familiares diretos nos Estados Unidos.
- O governo citou que Baules cometeu corrupção ao aceitar propinas para favorecer interesses governamentais, comerciais e criminais ligados à China, prejudicando interesses dos EUA.
- Palau e as Ilhas Marshall são aliadas próximas dos Estados Unidos, enquanto a China busca ampliar sua influência na região.
O governo dos Estados Unidos proibiu a entrada no país para o presidente do Senado de Palau, Hokkons Baules, e para um familiar, e também para Anderson Jibas, ex-prefeito das Ilhas Marshall. A medida, anunciada na terça-feira, cita corrupção ligada à China e faz parte de uma resposta formal de Washington ao aumento da influência de Beijing no Pacífico.
Segundo o Departamento de Estado, Baules cometeu abuso de cargo ao aceitar subornos para promover interesses de governos, negócios e atividades criminais vindos da China, prejudicando os interesses americanos em Palau. Jibas foi apontado por envolvimento em desvios de fundos de um projeto dos EUA criado para enfrentar memórias da exploração nuclear.
A designação de entrada impede que Baules, Jibas e os seus familiares diretos entrem nos Estados Unidos. Palau e as Ilhas Marshall mantêm acordos de cooperação com os EUA, que incluem defesa e acesso militar exclusivo na região do Pacífico. As respostas oficiais dos consulados não chegaram no momento da apuração.
Palau e as Ilhas Marshall são aliadas estratégicamente dos EUA e têm sido foco de disputas entre Washington e Pequim, que busca expandir vínculos econômicos com Estados insulares com finanças limitadas. O governo dos EUA também tem apoiado projetos de infraestrutura e defesa nos dois países.
Dados públicos de empresas de Baules mostram que sua família administra um restaurante local ligado a atividades associadas à China, segundo indícios levantados pela imprensa. Observadores destacam que a corrupção pode facilitar a atuação de atores externos em territórios com bases americanas.
Analistas apontam que medidas como esta refletem a política americana de conter a influência chinesa no Pacífico, onde Estados com acordos de cooperação com os EUA recebem apoio econômico e militar. O tema envolve questões de soberania, segurança regional e investimentos estratégicos.
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