- Macron defende que a União Europeia adote um mecanismo de empréstimo conjunto, como eurobônus, para desafiar a hegemonia do dólar americano.
- As declarações foram dadas em entrevistas feitas a jornais franceses e publicadas nesta terça-feira, citando a Reuters como fonte.
- O presidente afirmou que a UE está subendivida frente aos Estados Unidos e à China e que é um erro não usar a capacidade de endividamento para investir em tecnologia.
- Macron também criticou o acordo entre UE e Mercosul, chamando-o de “mau negócio”, e pediu simplificar e aprofundar o mercado interno.
- Sobre o futuro avião de combate europeu, o SCAF, ele chamou o projeto de bom e disse que pretende discuti-lo novamente com o chanceler alemão, Friedrich Merz, apesar de tensões entre indústrias dos dois países.
Emmanuel Macron defendeu que a União Europeia crie um mecanismo de empréstimo conjunto, como eurobônus, para reduzir a dependência do dólar. O presidente francês afirmou que a UE está subendividada em relação aos EUA e à China, e que, num momento de investimentos tecnológicos, não explorar esse endividamento seria um erro.
As declarações foram dadas a jornais franceses e publicadas nesta terça-feira (10), antes da reunião de chefes de Estado e de governo da UE, marcada para quinta-feira (12) em Bruxelas. Macron citou a necessidade de proteger indústrias europeias e criticou o acordo entre UE e Mercosul, caracterizando-o como mau negócio.
Ele explicou que a Europa precisa simplificar e aprofundar o mercado interno, e citou a possibilidade de retaliações norte-americanas a países da UE que adotem restrições a redes sociais para menores de idade. A posição ocorre no contexto de discussão sobre competitividade europeia.
Mercosul e economia europeia
Macron afirmou que o acordo com o Mercosul não atende aos interesses da UE e que precisa ser reavalizado. O presidente francês defendeu maior integração econômica europeia para ampliar autonomia estratégica.
Aviação de defesa europeia
Em relação ao SCAF, o futuro avião de combate europeu, Macron disse que o projeto é bom e deve progredir. Ainda que haja tensões entre fabricantes francês e alemão, ele afirmou que não cabe a governos endossar dissidências entre industriais. O tema deverá ser discutido com o chanceler alemão Friedrich Merz.
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