- O coronel Christos Flessas, oficial da força aérea grega, foi preso por suspeita de espionagem para a China e está detido até o julgamento após testemunho de mais de oito horas.
- Ele pode pegar prisão perpétua se for condenado por transmitir informações militares confidenciais e tinha acesso a tecnologias sensíveis em desenvolvimento.
- Segundo a imprensa grega, Flessas teria admitido fotografar e transmitir documentos classificados da OTAN com software de criptografia fornecido pela inteligência chinesa, e foi recrutado no ano passado na China.
- A CIA teria alertado as autoridades gregas sobre o vazamento; o estado-maior grego informou haver evidências claras de crimes sob o código penal militar.
- O caso é visto como um alerta sobre a capacidade da China de penetrar infraestruturas de comunicação militar na Grécia e em outros membros da OTAN, com possíveis implicações para outras autoridades militares.
Um oficial da Força Aérea Grega foi detido suspeito de espionagem para a China e encontra-se detido preventivamente após prestar depoimento a um juiz militar. O em questão é o coronel Christos Flessas, apresentado ontem à corte militar de Atenas, após mais de oito horas de oitiva sob escolta armada.
Pelo menos uma vida de pena pode ser decretada se o coronel for considerado culpado de transmitir informações militares confidenciais à China. Segundo as investigações, ele teria acesso a dados sensíveis, incluindo tecnologias em desenvolvimento, e teria sido recrutado pelo governo chinês no ano passado.
O coronel Flessas teria, ainda, fotografado e transmitido documentos da OTAN utilizando software de criptografia fornecido por agentes chineses. Relatos indicam que recebeu treinamento de tradecraft na China durante uma viagem não declarada, que teria sido parte do suposto recrutamento.
Investigação e contexto
Segundo a defesa, o réu afirmou que foi envolvido de forma involuntária em uma situação que se tornou perigosa e ilegal, sem apresentar justificativas durante o depoimento. A CIA teria informado as autoridades gregas sobre a extensão da violação, o que levou o Estado-Méo a classificar o caso como crime militar grave.
Especialista americano em inteligência chinesa, Nicholas Eftimiades, descreveu o caso como um alerta para a Grécia e para as forças da OTAN, destacando a vulnerabilidade de infraestruturas militares diante de espionagem.
Repercussões e desdobramentos
Autorizados a manter o sigilo, analistas apontam que outras autoridades militares podem ser investigadas. Grécia já sinalizou que o episódio pode afetar a imagem do país junto a parceiros ocidentais. Houve também referências a ações de espionagem associadas à China em outros países europeus, em contextos diferentes.
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