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Pelo menos 18 cristãos mortos na repressão aos protestos no Irã

Crackdown no Irã deixa mais de 6 mil mortos e dezenas de milhares presos; cristãos estão entre as vítimas e alvo de prisões contínuas

Iranian protesters gathering on Enghelab (Revolution) Street during a demonstration in Tehran, Iran, on January 8, 2026.
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  • Pelo menos 11 cristãos iranianos foram confirmados mortos em meio aos protestos de dezembro passado, com relatos de dezenas de milhares de vítimas segundo organizações de direitos humanos.
  • Estimativas não verificadas apontam até mais de 30 mil mortos; o governo iraniano divulgou cerca de 3.100 óbitos.
  • O governo cortou a internet, dificultando o compartilhamento de imagens e informações durante as manifestações em várias cidades.
  • Amplos protestos começaram em 28 de dezembro e seguiram cobrando o fim do regime, com apoio internacional e pedidos de ação dos Estados Unidos.
  • Autoridades iranianas prenderam, segundo a resistência, mais de 50 mil pessoas, com centenas de cristãos já tendo sido julgados ou condenados por participação em protestos ou em casas de culto.

A série de protestos que começou no final de dezembro na Iran tomou proporções nacionais, com forças de segurança enfrentando manifestantes. Na virada de 8 para 9 de janeiro de 2026, relatos indicam ações classificadas como repressivas em diversas cidades, incluindo Isfahan, enquanto o governo bloqueou parte da internet.

Pelo menos 11 cristãos foram confirmados mortos pela organização Article 18, ligada à liberdade religiosa, entre as dezenas de fatalidades do protesto. Familiares reclamam que autoridades teriam resistido a liberar corpos sem pagamentos. As informações chegam após uma queda de conectividade que dificultou a verificação de dados.

Mohsen Rashidi, cristão convertido e pai de três filhas, foi atingido ao tentar retornar a um amigo caído, numa ação já descrita por testemunhas. Segundo Mansour Borji, diretor da Article 18, houve prisões em grande escala e relatos de recusa de atendimento médico a feridos.

Desdobramentos da repressão e relatos de vítimas

Relatos indicam que a contagem de mortes varia consideravelmente. Autoridades iranianas anunciaram cerca de 3.100 óbitos, enquanto oficiais de saúde questionados por Time sugeriram números superiores a 30.000 a título não verificado. O balanço é objeto de controvérsia internacional.

Analistas apontam que a onda de prisões de 2025 se manteve em 2026, com centenas de médicos, advogados e líderes religiosas entre os detidos. Organizações de direitos humanos apontam que dezenas de milhares foram detidas ou feridas, em meio a uma internet lenta ou indisponível.

O sonho de intervenção externa permanece incerto. Grupos cristãos no exterior relatam expectativa de que os EUA respondam de forma mais firme, enquanto autoridades americanas indicaram disposição para discussões com o regime sobre várias questões, incluindo mísseis balísticos.

O contexto internacional envolve também tensões regionais, com deslocamentos de navios e exercícios militares na região. A situação humanitária agrava-se com relatos de busca por familiares, dificuldade de comunicação e dificuldades no acesso a serviços médicos.

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