- Em 6 de fevereiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, abriu o Northeast Canyons and Seamounts Marine National Monument, no oceano Atlântico, para pesca comercial.
- A área tem 12,725-square-kilometer (4,913-square-mile) e fica aproximadamente 209 km (130 mi) ao sudeste de Cape Cod.
- Conservacionistas dizem que a medida coloca em risco espécies protegidas e redes alimentares do ecossistema.
- Grupos da indústria pesqueira elogiaram a decisão, afirmando que a pesca será regulada pelo Magnuson-Stevens Act.
- A decisão faz parte de um histórico de mudanças sobre o monumento, que já foi criado por Obama, teve sua proteção flexibilizada por Trump em 2020 e revertida por Biden antes de a medida atual.
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a abrir ao pesca comercial uma área marinha protegida no Atlântico. Em 6 de fevereiro, ele emitiu uma proclamação para permitir a pesca comercial no Northeast Canyons and Seamounts Marine National Monument, área de 12.725 km² localizada a cerca de 209 km ao sudeste de Cape Cod. A ação desfaz restrições impostas desde 2016, quando a região foi designada monumento marítimo.
O monumento abriga recifes de corais de águas profundas, esponjas, tubarões-baleia e várias espécies de mamíferos marinhos. A proclamação sustenta que a pesca bem regulada não ameaça os objetos de interesse histórico e científico protegidos pela área e que a atividade já é regulada por leis federais.
Conservacionistas e alguns legisladores criticaram a medida, afirmando que o local funciona como santuário vital para a teia alimentar marinha dos EUA. Organizações ambientalistas afirmam que a reabertura expõe espécies a riscos de captura acidental e destruição de habitats.
Contexto
O monumento, criado em 2016 pelo então presidente Barack Obama, era protegido contra pesca comercial desde sua criação. Em 2020, o governo de Donald Trump revogou essa proibição por meio de uma proclamação, que foi revertida pelo governo de Joe Biden em 2021. Agora, a administração atual volta a restabelecer o acesso à pesca.
A favor, o setor de pesca afirma que a área permanece sujeita ao arcabouço do Magnuson-Stevens Act e que a abertura republicana não viola proteções já previstas por leis de conservação. Diretores de grupos empresariais destacam que a pesca responsável pode ocorrer sem prejudicar os recursos.
“Quem sustenta o turismo pesqueiro e a economia pesqueira reconhece que a atividade regulada é compatível com a preservação”, disse o diretor-executivo de uma associação de pesca, sem sinalizar exata repercussão ambiental. A posição ressalta o papel dos pescadores como parte da gestão sustentável.
Reações e perspectivas
Conservacionistas questionam o efeito real da medida, apontando que a área deixou de ser um “parkamento” para o tráfego de barcos e a prática de pesca. Parlamentares de oposição, como o senador Richard Blumenthal, classificam a abertura como arriscada e mal orientada para o ecossistema e para a vida marinha.
Especialistas ressaltam que a região é produtiva por correntes e relevos submarinos que concentram biodiversidade. Pesquisadores citam que estudos indicaram impactos limitados da abertura anterior sobre a economia pesqueira, o que alimenta o debate sobre benefícios reais.
A decisão ocorre em meio a outros movimentos similares, como ações de 2025 que visaram abrir grandes monumentos marinhos do Pacífico para pesca. Tribunais têm contestado algumas dessas medidas, mantendo o cenário de indefinição jurídica.
Fontes oficiais citadas na divulgação destacam que as leis de proteção marítima continuam vigentes e que a exploração comercial fica sujeita a controles rigorosos. A natureza exata das consequências ecológicas ainda depende de monitoramento e de futuras avaliações.
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