- A Austrália enviará um enviado especial, Pablo Kang, para Laos para acompanhar a investigação das mortes por envenenamento por metanol ocorridas em 2024 de Holly Morton-Bowles e Bianca Jones, em Vang Vieng, Laos.
- O incidente resultou na morte de pelo menos seis estrangeiros, incluindo uma britânica, uma norte-americana e duas jovens dinamarquesas.
- Em janeiro, dez pessoas ligadas ao caso foram à julgamento e multadas em 185 dólares por destruir provas; até o momento não havia acusações formais pelas mortes.
- A ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, afirmou que o governo tem buscado transparência e responsabilização, e que Kang explorará todas as vias para avançar o caso.
- Reações: as famílias das vítimas criticaram as decisões judiciais; o pai de Morton-Bowles pediu que australianos reconsiderem viagens ao Laos, e a oposição cobra explicação formal do embaixador lao.
O governo australiano designará um enviado especial para acompanhar as investigações sobre as mortes por metanol em Laos. Pablo Kang, diplomata experiente, foi encarregado de explorar todas as possibilidades para esclarecer o caso das mortes de Holly Morton-Bowles e Bianca Jones, em 2024, no país.
As duas jovens, de 19 anos, eram de Melbourne e estavam em uma viagem de mochilão pela região sudeste asiático quando foram vítimas de intoxicação por metanol no Nana Backpackers Hostel, em Vang Vieng. Ao todo, pelo menos seis estrangeiros perderam a vida no mesmo episódio.
A nomeação foi anunciada pela ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, após o Departamento de Assuntos Exteriores e Comércio (DFAT) pedir desculpas por não ter comunicado com mais clareza as informações às famílias das vítimas. Kang já atuou como representante da Austrália em outros locais, como Camboja, Emirados Árabes e Vanuatu, e viajará para Laos assim que possível.
Segundo a rede de apoio às famílias, foram realizados julgamentos de 10 pessoas ligadas ao caso no início de janeiro, com multas de apenas 185 dólares por danos à prova. Não houve (até o momento) a abertura de acusações formais em relação às mortes. O governo australiano afirmou reiterar a necessidade de transparência e responsabilização por parte das autoridades laocianas.
O pai de Morton-Bowles, Shaun Bowles, afirmou que viajantes australianos devem reconsiderar a ida a Laos à luz do caso. O ministro do Partido de oposição, Sussan Ley, pediu que o primeiro-ministro Anthony Albanese convoque o embaixador laociano para uma explicação formal sobre as investigações consideradas frágeis. Em sessão parlamentar, Albanese reconheceu que os desdobramentos judiciais ampliaram o sofrimento das famílias.
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