- Autópsias indicam que a maioria dos 15 migrantes afegãos mortos perto de Chios sofreu ferimentos cranianos severos, não afogamento.
- A colisão de 3 de fevereiro entre uma embarcação da guarda-costas e uma jangada com cerca de 39 pessoas gerou a morte de várias pessoas e abriu uma investigação criminal.
- Testemunhos de cinco sobreviventes contradizem a versão oficial, afirmando que não houve aviso prévio e que a jangada não mudou de rumo.
- Diversos corpos foram encontrados dentro da embarcação após mergulhos; além das lesões na cabeça, há relatos de ferimentos no tórax.
- Um sobrevivente marroquino de 31 anos permanece detido enquanto responde a acusações de tentativa de tráfico de pessoas e participação no acidente; ele nega as acusações.
Oito: Autópsias indicam que a maioria dos 15 migrantes afegãos mortos na semana passada, no mar próximo à ilha grega de Quíos, sofreu principalmente ferimentos na cabeça, não afogamento. O acidente envolveu uma embarcação de refugiados e um barco da guarda costeira.
O choque ocorreu em 3 de fevereiro, quando a embarcação de vigilância atingiu uma lancha que transportava cerca de 39 pessoas. A colisão fez com que o barco de turistas virasse. As autoridades abriram investigação criminal sobre o caso, um dos mais letais envolvendo migrantes na Grécia nos últimos anos.
As informações das autópsias, vistas pela Reuters, apontam como causas de morte ferimentos cranioencefálicos graves, com relatos paralelos de ferimentos no tórax. Outros exames mencionam afogamento como possível desfecho em alguns casos, gerando divergência entre as conclusões.
Testemunhos de cinco sobreviventes, analisados pela agência, contestam a versão oficial de que o barco de migrantes teria desrespeitado avisos ou mudado de curso. Eles afirmam que não houve aviso prévio por parte da guarda costeira e que o bote não mudou de direção. Diversos corpos foram localizados posteriormente.
Um morador marroquino de 31 anos, sobrevivente, permanece detido sob suspeita de contrabando de migrantes e de causar o acidente fatal; ele nega as acusações. A guarda costeira não comentou o andamento da apuração, enquanto a sindicância avança.
Investigação e contexto
As autoridades destacam que a Grécia, que já recebeu milhares de imigrantes, afirma cumprir o direito internacional e os direitos humanos. O país alega ter atuado para salvar dezenas de milhares de pessoas desde 2015, apesar das críticas de grupos de direitos humanos quanto a políticas mais rígidas desde 2019.
Em 2023, houve outro naufrágio ligado a suposta intervenção da guarda costeira, com várias mortes; a situação motivou investigações judiciais na véspera de 2025. O caso atual segue sob análise de um tribunal naval e de uma comissão de inquérito.
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