- O escritor holandês Cees Nooteboom morreu aos 92 anos, na ilha de Menorca, segundo a editora De Bezige Bij.
- A nota foi divulgada em nome da esposa, Simone Sassen, fotógrafa.
- Nooteboom ficou conhecido internacionalmente após o romance Rituals, publicado em 1980, que virou filme em 1988 e ganhou tradução para o inglês.
- Seu início literário ocorreu com o romance Philip and the Others, lançado em 1955, vencedor do Prêmio Anne Frank.
- Também atuou como tradutor de inglês para o holandês e recebeu doutorados honorários de universidades em Bruxelas, Nijmegen, Berlim e, em 2019, no University College London.
Cees Nooteboom, escritor holandês conhecido por seus romances, literatura de viagem e traduções, faleceu aos 92 anos. A editora De Bezige Bij informou na quarta-feira à noite que ele faleceu “muito pacificamente” em Menorca, ilha de que era próximo appropriation. A nota foi emitida em nome de sua esposa, a fotógrafa Simone Sassen.
O autor ganhou notoriedade inicial na Holanda com o romance de estreia Philip and the Others (1955), inspirado em viagens de hitchhiking pelo Mediterrâneo e pela Escandinávia. O livro venceu o Prêmio Anne Frank e se consolidou como clássico da literatura holandesa.
O grande reconhecimento internacional veio com Rituals (1980), sobre dois amigos cujas atitudes divergem. A obra gerou adaptação cinematográfica em 1988 e ganhou a primeira edição em inglês, ampliando seu alcance global.
Nooteboom nasceu em Haia em 31 de julho de 1933. Em entrevista de 2006, ao Guardian, ele relatou não ter memórias de infância até a Segunda Guerra Mundial. O conflito marcou profundamente sua visão de mundo e de escrita.
Durante a ocupação alemã, a família acompanhou o fogo em Rotterdam e viveu momentos de medo. O pai foi morto em um bombardeio britânico na Haia, em acidente que o texto descreve como erro.
Além de criar, ele atuou como tradutor, levando poesia de Ted Hughes e Czesław Miłosz ao público holandês, além de obras de Brendan Behan e Sean O’Casey. A influência de Nooteboom se estendeu por gerações de leitores.
A trajetória recebeu reconhecimento acadêmico, com doutorados honorários concedidos por universidades de Bruxelas, Nijmegen, Berlim e, em 2019, pelo University College London.
Trajetória
A carreira de Nooteboom abrange romances, ensaios e viagens literárias. Sua obra traduziu culturas e estimulou o debate sobre memória, tempo e linguagem. A crítica internacional destacou a qualidade de sua prosa e a leitura de viagens como eixo estético.
Reconhecimentos
Entre honrarias, destacam-se doutorados honorários na Bélgica, Alemanha e Reino Unido. O conjunto da obra foi celebrado por leitores e estudiosos, consolidando Nooteboom como figura central da literatura europeia pós-guerra.
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