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Chefe da Commonwealth confiante em avanços nas reparações por escravidão

A secretária-geral da Commonwealth, Shirley Botchwey, afirma haver movimento para iniciar negociações de reparações pela escravidão, com participação regional

Commonwealth of Nations Secretary-General Shirley Ayorkor Botchwey attends a panel discussion at the Future of Energy Security Summit, hosted by the International Energy Agency and UK Government at Lancaster House in London, Britain April 24, 2025. JUSTIN TALLIS/Pool via REUTERS/File Photo
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  • A secretária-geral da Commonwealth, Shirley Botchwey, disse que há movimento para iniciar negociações sobre reparações pela escravidão transatlântica, em formato multilateral com as partes envolvidas.
  • As discussões devem envolver grupos regionais como a Caricom (Comunidade do Caribe) e a União Africana, para definir caminhos e formas de reparação.
  • A Commonwealth reúne cinquenta e seis países, representando cerca de 2,7 bilhões de pessoas, com membros nações como Austrália, Índia, vinte e uma nações africanas e estados caribenhos como Barbados e Jamaica.
  • Historicamente, entre os séculos XV e XIX, pelo menos 12,5 milhões de africanos foram sequestrados para a escravidão; a Grã-Bretanha transportou cerca de 3,2 milhões, tornando-se a segunda maior participante europeia após Portugal.
  • Botchwey afirmou que o Reino Unido tem se colocado contrariamente a reparações financeiras e considera que reparações podem incluir formas simbólicas, além de que o trabalho conjunto deve levar a um entendimento mútuo.

A secretária-geral da Commonwealth, Shirley Botchwey, afirmou que espera avanços entre as nações-membros para iniciar negociações sobre reparações pela escravidão transatlântica. A organização reúne 56 países, liderados pelo Rei Charles, com foco em tratar o tema de forma multilateral. A declaração foi dada a Reuters durante entrevista.

Botchwey, ex-ministra das Relações Exteriores de Gana, disse que há movimento para colocar as partes à mesa para discutir caminhos e formas de reparação. As negociações devem envolver grupos regionais, como a Caricom e a União Africana, em uma abordagem multilateral.

Apoio às chamadas por reparação cresce entre os países. Estima-se que, entre os séculos XV e XIX, pelo menos 12,5 milhões de africanos foram sequestrados para a escravatura pelos europeus. A Grã-Bretanha ficou entre as nações mais ativas, transportando cerca de 3,2 milhões de pessoas, atrás apenas de Portugal.

A União Africana tornou a reparação o tema do ano, buscando uma posição comum entre seus Estados-membros. A Caricom apresenta um plano de 10 pontos, incluindo a possibilidade de perdão de dívidas, posição que tem enfrentado oposição britânica. Botchwey afirmou estar aberta a formas simbólicas de reparação, além de recursos financeiros.

O príncipe Charles, que assumiu o trono em 2023, é destacado pela Commonwealth como ativo para a organização. Em meio a críticas sobre a relação de seu irmão, Andrew Mountbatten-Windsor, com Jeffrey Epstein, o Palácio de Buckingham declarou apoio a investigações policiais, após a divulgação de documentos que sugerem compartilhamento de informações comerciais confidenciais.

Segundo Botchwey, o papel do Rei Charles na relação entre a Commonwealth e seus membros tem sido relevante para a manutenção do diálogo e da relevância da organização. A secretária-geral ressaltou ainda que a atuação dele agrega valor às atividades da Commonwealth e facilita o trabalho entre os países membros.

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