- O Conselho da Europa suspendeu a imunidade diplomática do ex-secretário-geral Thorbjorn Jagland para permitir investigação na Noruega por corrupção agravada.
- Jagland, 75 anos, atuou como secretário-geral da instituição entre 2009 e 2019 e foi presidente do comitê Nobel; é alvo de investigações sobre vínculos com Jeffrey Epstein.
- A suspensão foi anunciada pelo atual secretário-geral, Alain Berset, para que a justiça norueguesa possa prosseguir e Jagland se defender.
- Segundo o jornal Verdens Gang, Jagland teria pedido a Epstein uma garantia para a compra de um apartamento; o desfecho da proposta não é conhecido.
- Jagland já esteve hospedado na casa de Epstein em Nova York (2018) e em Paris (2015 e 2018); uma viagem à ilha do empresário foi cancelada em 2014; ele afirma ter obtido empréstimos apenas com o banco norueguês DNB.
A Comissão do Conselho da Europa anunciou a suspensão da imunidade do ex‑secretário‑geral Thorbjorn Jagland. A medida ocorre durante uma investigação na Noruega por suspeitas de corrupção agravada envolvendo o antigo líder norueguês.
Jagland, que ocupou o cargo de 2009 a 2019, já não tem imunidade provisória desde o fim de seu mandato, segundo o atual secretário‑geral Alain Berset. A decisão permite que a Justiça norueguesa prossiga com o caso.
O ex‑secretário‑geral também foi presidente do comitê Nobel, órgão que concede o Prêmio Nobel da Paz. Jagland já havia admitido erro de julgamento sobre suas relações com Epstein, conforme declarações publicadas pela imprensa.
Segundo o jornal Verdens Gang, com base em documentos do Departamento de Justiça dos EUA, Jagland teria pedido a Epstein uma garantia para a compra de um apartamento. O desfecho da solicitação não foi informado.
Jagland, hoje com 75 anos, afirmou ao Verdens Gang que seus empréstimos para imóveis teriam sido feitos junto ao banco DNB. Ele também teria se hospedado na casa de Epstein em Nova York, Paris e outras cidades, entre 2015 e 2018.
A polícia norueguesa investiga Jagland por corrupção agravada. A defesa afirma que ele cooperará com as autoridades e que não há condenação penal. A família dele chegará a declarações oficiais nos próximos dias.
O Conselho da Europa reúne 46 países e atua como guardião da democracia e dos direitos humanos. A suspensão de imunidade é considerada necessária para a continuidade das investigações.
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