- Um líder de culto keniano, Paul Mackenzie, e mais sete suspeitos receberam novas acusações, ligadas às mortes de 52 pessoas cujos corpos foram encontrados em covas rasas no sudeste do país em 2025.
- A denúncia mostra que Mackenzie e os outros organizavam o culto, ordenando que fiéis se alimentassem mal para morrerem para ir ao céu, segundo a acusação.
- Até 2025, as investigações apontavam para mais de quatrocentos corpos recuperados no Floresta de Shakahola, localizada no condado de Kilifi, na costa leste.
- As novas acusações envolvem homicídio, participação em atividade criminosa organizada, radicalização e facilitação de atos terroristas; os indiciados se declararam inocentes.
- Os réus compareceram a uma audiência na cidade de Mombasa para o ato de leitura das acusações.
Kenyan court charges cult leader Paul Mackenzie and seven others with new charges related to the deaths of 52 people whose bodies were found in shallow graves in southeast Kenya in 2025. The case was presented in a Mombasa magistrate’s court.
Prosecutors dizem Mackenzie e os demais lideravam uma seita ligada à Good News International Church, que ordenava que seguidores, incluindo crianças, jejuassem até a morte para chegar ao céu antes do fim do mundo. Mackenzie nega as acusações.
Até 2025, as investigações apontam para mais de 400 corpos recuperados do bosque de Shakahola, no litoral leste do país, com atividades estendidas a outros possíveis locais de sepultamento. Em Kwa Binzaro, a cerca de 30 km de Shakahola, foram reunidos 52 corpos.
Os réus participaram de homicídio e de atividades criminosas organizadas, além de crimes relacionados à radicalização e à facilitação de atos terroristas, segundo o Ministério Público. Todos se declararam inocentes.
Mackenzie teria chefiado os crimes em Kwa Binzaro, mantendo comando após a detenção em 2023 e empregando ensinamentos radicais para atrair vítimas ao local remoto.
No final de janeiro, o Escritório do Procurador-Geral informou que investigators encontraram notas manuscritas em células prisionais citando transações financeiras por meio de telefones móveis.
O pleito de culpa foi feito pelos réus, e a próxima audiência deve seguir conforme o andamento do caso.
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