- O secretário adjunto do Departamento de Estado dos EUA para Assuntos Econômicos, Energia e Negócios, Caleb Orr, disse que os EUA financiam projetos de terras raras no Brasil e veem o país como parceiro estratégico em cadeias de suprimentos críticas.
- A Serra Verde, em Minaçu, Goiás, fechou acordo com a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC) para investimento de US$ 565 milhões, com possibilidade de participação minoritária dos EUA.
- A Aclara Resources, empresa de terras raras pesadas, já recebeu apoio da DFC para o chamado projeto Carina, em Nova Roma, Goiás, com financiamento de até US$ 5 milhões para estudos de viabilidade técnica.
- Orr elogiou a participação do Brasil na reunião sobre minerais críticos em Washington, descrevendo a presença brasileira como sinal positivo para a cooperação bilateral.
- O Projeto Vault, plano de estoque estratégico de terras raras dos EUA, pode envolver investimentos de até US$ 12 bilhões; o Brasil participou da reunião e avalia integrar a iniciativa, com pauta potencial em encontro entre Trump e Lula.
O governo dos Estados Unidos informou investimentos em projetos de terras raras no Brasil e destacou o Brasil como parceiro estratégico na construção de cadeias de suprimentos críticas. A declaração foi feita nesta quarta-feira, durante uma entrevista coletiva online do secretário adjunto do Departamento de Estado para Assuntos Econômicos, Energia e Negócios, Caleb Orr. O objetivo é ampliar a cooperação bilateral para ampliar a produção e a resiliência de tecnologias que dependem desses minerais.
Conforme Orr, há interesse dos EUA em financiar projetos em todo o Brasil, citando dois exemplos em Goiás que envolvem terras raras pesadas. Ele ressaltou o potencial de futuras iniciativas entre os dois países, além de mencionar a avaliação contínua de oportunidades dentro do território brasileiro.
Na semana anterior, a mineradora Serra Verde, em Minaçu, Goiás, informou ter fechado acordo com a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA, a DFC, para um investimento de até US$ 565 milhões. O acordo prevê também a possibilidade de participação minoritária dos EUA na empresa.
Outra companhia do setor, a Aclara Resources, também atua com terras raras pesadas. No ano passado, recebeu apoio da DFC para o chamado projeto Carina, em Nova Roma, Goiás. O financiamento pode chegar a US$ 5 milhões, com foco em estudos de viabilidade técnica do empreendimento.
O secretário adjunto elogiou a participação do Brasil na reunião ministerial sobre minerais críticos realizada recentemente em Washington, organizada pelo secretário de Estado, Marco Rubio. Segundo Orr, a presença do Brasil foi vista como um sinal positivo para aprofundar a cooperação bilateral.
A reunião ocorreu no contexto do lançamento do Projeto Vault, iniciativa de política americana para criar um estoque nacional de terras raras e outros minerais críticos. A meta é reduzir a dependência da China e proteger setores estratégicos, como defesa, tecnologia e indústria automotiva. A imprensa norte-americana estima investimentos de até US$ 12 bilhões nesse eixo.
O comunicado ressalta que os Estados Unidos consideram o Brasil um parceiro estratégico para cadeias de suprimentos críticas, com foco em aumentar a resiliência e a segurança das entregas de minerais estratégicos. O acordo entre Serra Verde e a DFC, e o apoio à Aclara Resources, são exemplos de movidas nesse sentido.
Na capital brasileira, o Brasil participou do encontro que reuniu representantes de aproximadamente 50 países, incluindo Argentina, Japão, União Europeia e México. A reunião discutiu cooperação no fornecimento e processamento de minerais críticos, entre outros temas.
O governo brasileiro informou à Reuters que avalia a participação formal na iniciativa liderada pelos EUA. O tema deverá entrar na pauta de um encontro previsto entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Washington.
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