- EUA manterão pressão por reformas na Organização das Nações Unidas e pagarão suas dívidas, disse o embaixador Mike Waltz, em Genebra.
- Washington fará um pagamento inicial nas próximas semanas, sem detalhar o valor.
- Os EUA são o maior contribuinte do orçamento da ONU, mas deixaram de pagar parcelas obrigatórias e reduziram o financiamento voluntário a agências.
- Dívidas em aberto: US$ 2,19 bilhões ao orçamento regular, US$ 2,4 bilhões para missões de paz e US$ 43,6 milhões para tribunais da ONU.
- Waltz pediu eficiência e reformas, citando cortes de 20% no orçamento da Secretaria da ONU e medidas de economia, como trabalho remoto, uso de IA e realocação de funcionários; visita de dois dias a Genebra.
O Departamento de Estado dos EUA deixará claro que continuará pressionando a ONU por reformas, mesmo após reduzir décadas de financiamento a várias agências e cortes de milhões de dólares no ano anterior. A afirmação foi feita pela embaixadora dos EUA junto às Nações Unidas, nações Unidas, em Genebra.
Mike Waltz, embaixador dos EUA na ONU, detalhou que o pagamento de cotas continuará ocorrendo nos próximos meses, sem especificar valores. Ele destacou que os EUA manterão a pressão por eficiência e reformas nas agências da organização.
O governo americano permanece como o maior contribuinte do orçamento da ONU, mas sob a gestão de Donald Trump deixou de cumprir pagamentos obrigatórios às metas regulares e de paz, além de reduzir o financiamento voluntário a agências da ONU.
Dívida com a ONU e metas de reforma
Até o início de fevereiro, autoridades da ONU estimaram que os EUA deviam cerca de 2,19 bilhões de dólares ao orçamento regular, somando mais de 95% do total de dívidas globais. Além disso, há débitos de cerca de 2,4 bilhões de dólares por missões de paz e 43,6 milhões destinados a tribunais da ONU.
Waltz não detalhou a quantia exata a ser paga, mas afirmou que o país manterá os pagamentos enquanto busca reformas. O embaixador ressaltou que os EUA pedem eficiência e mais resultados com recursos equivalentes ou menores.
Dinâmica de reformas e impactos
O anúncio acontece em meio aos primeiros sinais de reformas que já resultaram em cortes de 20% no orçamento regular do Secretariat, com reduções de empregos, congelamento de contratações e restrições a viagens de staff.
Waltz está em visita de dois dias a Genebra para encontros com autoridades de várias agências da ONU, incluindo o ACNUR, que enfrenta cortes orçamentários significativos.
Perspectivas e próximos passos
Em janeiro, o governo Trump anunciou a saída dos EUA de várias organizações internacionais, com destaque para a OMS, sob alegação de interesses nacionais. A posição de Washington busca combinar contribuições com demandas por mudanças estruturais.
O embaixador indicou que medidas de redução de custos também passam por realocação de pessoal e uso ampliado de ferramentas digitais, como trabalho remoto e tradução com IA, além de mover equipes para localizar fora de Genebra e Nova York.
As discussões seguem enquanto as agências da ONU avaliam impactos de cortes e reorganizações, incluindo realocação de milhares de postos, já anunciada por algumas entidades como parte de ajustes financeiros.
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