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Gerente de talentos turco condenado a 12 anos por protestos do Gezi Park em 2013

Tribunal turco condena Ayse Barim a doze anos e seis meses por ajudar a derrubar o governo; permanece em liberdade com proibição de viagem até recurso

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  • Um tribunal turco condenou Ayse Barim, conhecida gerente de talentos, a doze anos e seis meses de prisão por suposta ajuda à tentativa de derrubar o governo.
  • Barim foi presa no ano passado, ligada a investigações sobre os protestos de Gezi Park de 2013, e posteriormente liberada por questões de saúde.
  • Ela nega as acusações, dizendo não ter coordenado atores nem pedido apoio aos protestos.
  • A decisão a mantém sob medida cautelar de controle judicial, proibindo-a de viajar ao exterior, e Barim continua em liberdade enquanto recorre.
  • Os protestos de Gezi Park começaram contra planos de um shopping em Istambul e foram amplos pelo país, resultando em mortes, feridos e milhares de detenções.

Ayse Barim, conhecida empresária do entretenimento turca, foi condenada a 12 anos e seis meses de prisão nesta quarta-feira por auxiliar uma tentativa de derrubar o governo, informou a agência Demirören.

Barim foi presa no ano passado durante uma investigação ligada aos protestos nacionais de Gezi Park, em 2013. Ela recebeu a ordem de prisão, mas foi liberada em seguida por motivos de saúde.

A ré nega as acusações, afirmando não ter coordenado atores com os quais trabalhava nem pedido apoio aos protestos, segundo documentos de julgamento e reportagens anteriores.

Ela continuará livre durante o recurso, mas ficará sob medida de controle judicial que a impede de viajar ao exterior, conforme a Demirören.

Contexto dos protestos de Gezi

Os protestos começaram em Istambul, no Gezi Park, contra planos de construir um shopping no local e se ampliaram para o país, com centenas de milhares de participantes.

Fontes de direitos humanos registram ao menos 11 mortes e mais de 8 mil feridos na repressão; milhares foram presos, segundo organizações de defesa dos direitos humanos.

O governo de Erdogan classificou as ações como resposta a ameaças ao Estado, enquanto críticos alegam repressão desproporcional e detração de liberdades civis.

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