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Gisèle Pelicot relata choque ao se ver em memoir como boneca de pano

Memórias revelam o choque de Pelicot ao ver fotos dos crimes e reconhecer-se como boneca de trapo, expondo violência sexual de dezenas de homens.

Gisèle Pelicot smiling, posing for photo in black velvet jacket
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  • Gisèle Pelicot, de 73 anos, descreve o choque ao ver fotos dos crimes do ex-marido Dominique e disse que se viu como uma “boneca de trapo; ela conviveu com ele por cinquenta anos.
  • As revelações surgiram após a polícia apresentar imagens e vídeos durante o interrogatório no Mazan, no sul da França, onde ocorria o caso.
  • Pelicot afirmou que o “cérebro parou” no momento em que o policial mostrou as evidências, e relatou não reconhecer a mulher retratada nas imagens.
  • O caso ganhou notoriedade internacional após ela abrir mão do anonimato; o livro A Hymn to Life, coescrito com Judith Perrignon, será lançado globalmente em dezoito línguas, com trechos publicados pelo Le Monde.
  • O audiolivro em inglês terá narração de Emma Thompson; o lançamento mundial está programado para 17 de fevereiro, em 22 idiomas.

Gisèle Pelicot, que se tornou símbolo global de coragem ao expor o caso de abuso durante o julgamento de seu ex-marido, descreve o choque ao ver imagens das agressões pela primeira vez. Na memória que prepara, ela compara a si mesma a uma boneca de trapo.

A vítima contou que o crime veio à tona em 2 de novembro de 2020, quando foi informada pela polícia sobre as ações do então marido, Dominique Pelicot, com quem dividia a vida por cinco décadas. O homem foi chamado a depor após um funcionário de um supermercado flagrar filmagens clandestinas.

Pelos relatos, Dominique tinha sido visto envolvendo-se em condutas de voyeurismo que culminaram em uma sequência de abusos. Gisèle acompanhou o depoimento policial e, diante das imagens, reconheceu a própria imagem como alguém incapaz de reagir. A policial responsável relatou o impacto imediato da revelação.

A obra e o contexto

Pelicot, aos 73 anos, descreve na memória que decidiu tornar o caso público para impedir que os agressores ficassem impunes. O livro, intitulado A Hymn to Life, é coescrito com Judith Perrignon e será lançado mundialmente em 22 idiomas na próxima semana.

O processo resultou na condenação de 51 homens, em um desfecho que ganhou repercussão internacional. A autora afirmou que manter o caso em segredo preservaria apenas os agressores e deixaria a autora sozinha no tribunal.

Pratt de divulgação e impactos

A obra chega às livrarias em 17 de fevereiro, com a leitura em inglês da atriz Emma Thompson, que narrará o audiobook. Thompson descreveu a história como extraordinária, reconhecendo o desafio de ler em voz alta, mas destacando o valor de coragem, compaixão e a necessidade de mudanças.

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