- Netanyahu pediu a Trump que inclua as exigências de Israel nas negociações nucleares entre EUA e Irã.
- Teerã mantém que seu arsenal de mísseis é inegociável, o que complica as tratativas.
- A reunião no White House ocorreu a portas fechadas, marcada como a sétima entre os dois desde janeiro de 2025.
- O premiê israelense quer limites aos mísseis de Teerã e fim ao apoio a grupos como Hamas e Hezbollah no contexto das negociações.
- Os EUA preparam a segunda rodada de conversações; Irã resiste a expandir o diálogo para além do programa nuclear.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reuniu-se com o presidente dos EUA, Donald Trump, no White House nesta quarta-feira. O encontro ocorreu em Washington, após ajustes na agenda de Netanyahu para 18 de fevereiro, antecipados pelos novos avanços nas negociações nucleares entre EUA e Irã. O objetivo é assegurar que as demandas de Israel sejam consideradas em qualquer acordo com Teerã.
Netanyahu deixou claro antes da reunião que pretende pressionar por limites ao arsenal de mísseis do Irã e pelo fim do apoio iraniano a grupos proxy, como Hamas e Hezbollah, durante as negociações sobre o programa nuclear. O encontro ocorreu a portas fechadas, sem coletiva de imprensa prevista, em meio a um tom de cooperação entre os dois países.
Trump afirmou, em entrevista à Fox Business, que o acordo deve: nenhum armamento nuclear e nenhum mísseis em mãos do Irã. O presidente também alertou sobre a possibilidade de ataques se as negociações falharem, citando ações anteriores contra instalações nucleares iranianas. O cenário diplomático conta ainda com o aumento da presença militar dos EUA na região.
Avanços e limites
Fontes apontam que o governo americano considera essencial um acordo robusto para impedir o desenvolvimento nuclear iraniano e limitar mísseis de defesa. O Departamento de Defesa já explorava a possível passagem de uma segunda força de porta-aviões ao Oriente Médio, ampliando a dissuasão, além do grupo de ataque da USS Abraham Lincoln.
Ali Shamkhani, assessor do líder supremo do Irã, reiterou que as capacidades de mísseis do Irã são inegociáveis, indicando resistência a ampliar as conversas para além do programa nuclear. O tom diplomático, porém, mantém expectativa de uma rodada de negociações intermediárias na próxima semana.
Contexto regional e prioridades de Israel
Além das tratativas com o Irã, Netanyahu buscou atualizar Trump sobre o progresso estagnado da segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, facilitado pelos EUA. O aval presidencial de Trump para avanços no acordo interno é visto como crucial para o alinhamento regional antes de novas negociações.
A tensão no território ocupado da Cisjordânia também ganhou atenção. Recentes movimentos israelenses para facilitar a compra de terras por colonos e demolimentos de casas na área sob jurisdição da Autoridade Palestina foram mencionados como complicadores das relações com Washington. Trump respondeu que é contrário à anexação e preferiria manter o foco em temas atuais.
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