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Procurador-geral da Venezuela vê lei de anistia como caminho para pacificar o país

Procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, diz que lei de anistia visa país 100% pacificado, com crimes não repetidos e presos não considerados políticos

Venezuela's Attorney General Tarek William Saab speaks during a meeting of jurists advocating for the liberation of ousted President Nicolas Maduro and his wife, Cilia Flores, following their...
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  • A procuradora-geral da Venezuela, Tarek Saab, disse ter esperanças de que a lei de anistia em análise na Assembleia Nacional assegure um país “100% pacificado” e que os crimes previstos na proposta não se repitam, afirmando ainda que os detidos não são prisioneiros políticos.
  • A presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o poder no mês passado, tem feito ações para normalizar relações com os Estados Unidos, incluindo a libertação de centenas de pessoas consideradas prisioneiras políticas por grupos de direitos humanos.
  • A Assembleia, liderada pelo irmão de Rodríguez, Jorge Rodríguez, já aprovou a votação inicial da lei, mas ainda não foi definido se o projeto entra na pauta de quinta-feira.
  • A versão atual da lei é menos generosa que a anterior: não define os crimes como ações políticas em detalhes, não concede anistia a acusados de difamação ou remover redes de Interpol, entre outras brechas.
  • Saab afirmou à Reuters que espera aprovação da lei nos próximos dias e que a medida busca evitar nova violação de atos que levaram à proposta de anistia.

O procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, afirmou nesta quarta-feira que espera que uma lei de anistia em análise pela Assembleia Nacional assegure um país “100% pacificado”, sem que os crimes contemplados voltem a ocorrer. Ele reiterou que as pessoas detidas não são presas políticas.

Saab enfatizou que o objetivo é evitar a repetição de ações que levaram à aprovação da lei de anistia, e afirmou acreditar na aprovação da medida nos próximos dias, mesmo com mudanças em relação ao texto anterior.

A presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o poder no mês passado, tem buscado alinhamento com a administração de Donald Trump em áreas como vendas de petróleo. A recente abertura envolveu a libertação de centenas de pessoas que organizações de direitos humanos classificam como prisioneiros políticos.

Avanços e pontos de discórdia

O texto completo da lei ainda não foi lido na íntegra pela Assembleia, que voltou a se reunir nesta semana, sob a presidência de Jorge Rodríguez, irmão de Delcy Rodríguez. Não há confirmação de inclusão da pauta no encontro de quinta-feira.

A versão atual é menos ampla do que o rascunho anterior. O novo texto não detalha crimes considerados atos políticos, não oferece anistia para acusados de difamação, nem reverte notificações da Interpol. Também não prevê a devolução de bens ou a suspensão de sanções a veículos de mídia.

Saab afirmou à Reuters que a legislação pode abrir caminho a uma pacificação maior e que não vê motivos para manter distúrbios que comprometam a reconciliação nacional. Ele ressaltou que a expectativa é de aprovação em breve.

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