- Autoridade de comunicações da Rússia amplia restrições ao Telegram, que já tinha limitações de chamadas de voz e vídeo desde agosto, com novas medidas por alegado vai não cumprimento de combate a atividades criminosas e terroristas.
- Críticos dizem que as medidas podem afetar comunicações no campo de batalha e impedir que soldados falem com as famílias.
- Três homens, em vídeos curtos, alegam ser parte de uma unidade anti‑drone e dizem que o Telegram é ferramenta vital, pedindo que a fiscalização não interfira.
- O líder do partido pró‑Kremlin, Sergei Mironov, afirmou que soldados precisam de comunicação estável e criticou os responsáveis pelo suposto pior desempenho do app.
- Autoridades dizem cumprir a legalidade; o Kremlin ressalta que apenas faz o trabalho conforme a lei, enquanto autoridades locais apontam riscos de depender de plataformas estrangeiras e promovem o sistema MAX.
O regulador de comunicações da Rússia anunciou novas restrições ao aplicativo de mensagens Telegram, citando falhas na cooperação para frear atividades criminais e terroristas. As medidas, que se somam ao bloqueio de chamadas de voz e vídeo imposto desde agosto, podem afetar comunicações no front e o contato de soldados com familiares.
Críticos afirmam que as limitações podem comprometer o fluxo de informações em operações militares e a comunicação entre tropas. Usuários relatam lentidão no aplicativo nesta semana, o que tem gerado preocupação entre moradores e especialistas em segurança da informação.
Diante do cenário, três homens que se apresentam como membros de uma unidade anti-drones gravaram apelos curtos pedindo ao regulador que não restringisse o Telegram. Um líder de um partido pró-Kremlin vinculou os apelos à vida dos soldados, afirmando que a ferramenta é essencial para o trabalho deles.
Impacto e reações
Especialistas militares russos costumam apontar o Telegram como ferramenta relevante para comunicação com tropas no campo, embora o Kremlin tenha se mostrado cético. O porta-voz Dmitry Peskov limitou-se a encaminhar perguntas ao Ministério da Defesa, que não respondeu de imediato.
Autoridades locais também avaliaram impactos práticos. Vyacheslav Gladkov, governador de Belgorod, disse que a lentidão pode dificultar a divulgação de informações de segurança para a população, sugerindo o uso de outra plataforma estatal de mensagens.
Críticos temem que o objetivo seja incentivar a adesão a uma alternativa supervisionada pelo Estado, aumentando a possibilidade de vigilância. As autoridades de mídia estatais rejeitam as preocupações como alarmismo.
Pavel Durov, fundador do Telegram, declarou que a plataforma continua comprometida com a privacidade dos usuários, independentemente da pressão. O governo russo reiterou que o regulador atua dentro da lei e que o trabalho dele envolve cumprimento normativo.
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