- A Rússia avisou que tomará medidas militares se o Ocidente militarizar a Groenlândia.
- O chanceler Sergei Lavrov afirmou, em discurso ao Parlamento russo, que poderão ocorrer ações técnico-militares em resposta.
- Diversos países europeus enviaram pequenos contingentes à Groenlândia nas últimas semanas, após Trump falar em anexar a ilha.
- Trump recuou da ideia de anexação após afirmar ter chegado a um acordo-quadro com o secretário-geral da Otan para ampliar a influência dos EUA.
- A Groenlândia, território autônomo da Dinamarca com cerca de 57 mil habitantes, considera a soberania uma linha vermelha em negociações com Washington.
A Rússia avisou nesta quarta-feira 11 que responderá a qualquer aumento de presença militar ocidental na Groenlândia com medidas militares. A afirmação foi feita pelo chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, em discurso no Parlamento de Moscou. O tom foi contundente e sinaliza preocupação com a militarização da ilha ártica.
Lavrov apontou que a resposta brasileira não se aplica, mas destacou que a criação de capacidades militares na Groenlândia voltadas contra a Rússia seria motivo suficiente para medidas adequadas, incluindo ações técnico-militares. A Groenlândia é território autônomo da Dinamarca com cerca de 57 mil habitantes.
O episódio ocorre após relatos de que vários países europeus enviaram pequenos contingentes de tropas à Groenlândia nas últimas semanas, em meio a declarações de interesse dos EUA em ampliar influência na região. O Presidente americano, Donald Trump, já tentou, em diferentes ocasiões, assegurar controle sobre a ilha.
Contexto internacional
Segundo Lavrov, Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia devem tratar da questão entre si, sinalizando que Moscou não aceitará mudanças unilaterais. O ministro criticou também a Dinamarca por supostamente tratar os moradores da Groenlândia como cidadãos de segunda classe.
Soberania e negociações
A Groenlândia reiterou que sua soberania e integridade territorial são linhas vermelhas em qualquer negociação com Washington. O governo da Dinamarca tem acompanhado o tema, destacando o direito de a ilha manter seu autogoverno dentro do Reino da Dinamarca.
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