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Atriz denuncia governo da Albânia por uso de imagem em ministra criada por IA

Atriz Anila Bisha denuncia uso não autorizado de sua imagem para ministra criada por IA na Albânia e aciona Justiça para suspensão

Atriz Anila Bisha e Diella (IA que é ministra da Albânia) — Foto: Reprodução/Instagram; Reprodução/Site do Gabinete do Primeiro-Ministro
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  • A atriz Anila Bisha, de 57 anos, acionou o Tribunal Administrativo para suspender o uso de sua imagem.
  • Ela havia autorizado o uso apenas para a assistente virtual do portal E-Albania, em contrato que vale até 31 de dezembro de 2025.
  • Em setembro, o primeiro-ministro Edi Rama nomeou a IA Diella como ministra responsável por decisões sobre licitações públicas.
  • Bisha afirma que o acordo não previa o uso de sua imagem na ministra virtual e considera isso uma exploração de sua identidade e dados pessoais.
  • Alega que a Agência Nacional da Sociedade da Informação registrou patente sobre sua imagem e voz sem avisá-la, e que entrou com a ação na segunda-feira após tentar acordo amigável.

A atriz albanesa Anila Bisha acionou o Tribunal Administrativo da Albânia para pedir a suspensão do uso de sua imagem na chamada ministra criada por IA. A medida foi comunicada nesta quarta-feira, 11, no país. O objetivo é impedir que a imagem seja utilizada pela figura digital denominada Diella, apresentada como ministra com poder de decisões sobre licitações públicas.

A nomeação ocorreu em setembro, quando o primeiro-ministro Edi Rama anunciou Diella, descrita como uma ministra gerada por inteligência artificial para atuar em assuntos de combate à corrupção. A iniciativa foi apresentada como um símbolo de transparência e modernização administrativa.

Bisha afirma que assinou apenas um contrato para permitir o uso de sua imagem no âmbito do assistente virtual do portal E-Albania, voltado para serviços públicos online. Segundo ela, o acordo não autorizava a aplicação de sua imagem na ministra digital. A atriz também sustenta que a Agência Nacional da Sociedade da Informação registrou patente relacionada à sua imagem e voz sem prévia comunicação.

Ela disse que esperou por um acordo amigável, mas não recebeu resposta das autoridades e, por isso, procurou a Justiça. Em entrevista à AFP, a atriz citou que o contrato firmado era válido até 31 de dezembro de 2025 e que não autorizava o uso para Diella, a ministra.

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