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Eleição no Bangladesh: BNP afirma vitória na histórica eleição desde a derrubada de Hasina

BNP reivindica vitória histórica na primeira eleição desde a derrubada de Hasina; expectativa de maioria simples e possível estabilidade democrática

People arrive to cast their vote in the 13th general election on Thursday in Dhaka, Bangladesh.
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  • A Bangladesh Nationalist Party (BNP), liderada por Tarique Rahman, afirmou vitória ampla na primeira eleição desde a derrubada do regime de Hasina, com expectativa de chegar a 200 cadeiras e uma maioria de dois terços.
  • Até as quatro horas da manhã, a BNP consolidava 185 assentos em um Parlamento de 300 cadeiras, passando da metade necessária para governar.
  • A votação foi amplamente pacífica e vista como um teste da democracia de Bangladesh após anos de turbulência política.
  • O comparecimento deve ultrapassar 60% do total de eleitores cadastrados, ficando acima dos 42% da eleição de 2024.
  • O principal oponente Jamaat-e-Islami reconheceu derrota, com 56 assentos, enquanto Hasina pediu a anulação da eleição, qualificando-a de farsa planejada.

O partido Bangladesh Nationalist Party (BNP), liderado por Tarique Rahman, afirma ter vencido amplamente as eleições parlamentares de Bangladesh, realizadas pela primeira vez desde o levante estudantil que removeu um regime autoritário. A vitória é vista como um teste de democracia no país.

O BNP divulgou, em X, que formará o governo ao vencer a maioria dos assentos. Pelo menos até as primeiras contagens, a legenda já havia conquistado 185 cadeiras no parlamento de 300 membros, superando o mínimo para liderança simples. A contagem segue em curso.

A participação inicial foi considerada tranquila, em meio a críticas anteriores sobre irregularidades eleitorais. O governo de Hasina, que governou por 15 anos, não participou da disputa. Relatos indicam expectativa de aprovação de 60% do eleitorado, com o comparingcimento acima dos 42% do pleito de 2024.

Levantamento parcial mostrou estimativas de 200 cadeiras para o BNP, com a possibilidade de maioria qualificada de dois terços, segundo dirigentes. A expectativa de vitória esmagadora tem deixado os aliados otimistas sobre o mandato que se anunciaria.

Shafiqur Rahman, chefe do Jamaat-e-Islami, principal rival, reconheceu a derrota. O partido registrou 56 cadeiras e afirmou que adotará uma postura de política positiva, evitando oposição por completo, segundo declarações à imprensa.

O pleito contou com mais de 2 mil candidatos, incluindo independentes, marcando recorde nacional de participação. Uma consulta sobre reformas constitucionais ocorreu junto com a eleição, porém ainda não houve divulgação oficial dos resultados.

Hasina, que se exilou na Índia após condenação de crimes contra a humanidade em tribunais internacionais, criticou o pleito como uma farsa sem participação de seu partido. Ela pediu a anulação da eleição e a retomada de eleições sob governo de transição.

Contexto: o afastamento de Hasina abriu espaço para maior influência externa e para a reorganização política no Bangladesh. A economia do país, importante exportador têxtil, permanece sob pressão por instabilidade política e tensões com setores industriais.

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