- Nos Estados Unidos, em 4 de fevereiro ocorreu o Critical Minerals Ministerial, com delegações de mais de 50 países; a Guiné assinou memorando de entendimento com fontes norte-americanas em 5 de fevereiro e o Marrocos também firmou acordo semelhante, seguindo parcerias anteriores da RDC (República Democrática do Congo) e de Ruanda.
- A agenda busca diversificar e assegurar o fornecimento de minerais críticos, hoje em grande parte processados pela China, conforme a Agência Internacional de Energia.
- Em Washington, o presidente da RDC, Félix Tshisekedi, reuniu-se com senadores e com a EXIM Bank; antes da reunião, o presidente dos Estados Unidos lançou o Vault, projeto de reserva estratégica de minerais com financiamento inicial de 10 bilhões de dólares.
- As negociações envolvem comercialização de minerais, processamento local e projetos ligados ao Corredor de Lobito, que conecta o porto de Lobito, em Angola, a Katanga e à região de cobre e cobalto na RDC e na Zâmbia.
- Críticos denunciam opacidade e riscos para direitos humanos e meio ambiente; houve protestos e ações judiciais em janeiro de 2026 questionando a constitucionalidade dos acordos bilaterais, enquanto o conflito na região continua.
O ministro de Minas da Guiné assinou, no dia 5 de fevereiro, um memorando de entendimento com os EUA durante a Cúpula de Minérios Críticos em Washington. A reunião, ocorrida em 4 de fevereiro, reuniu delegações de mais de 50 países, incluindo sete da África, com foco no acesso a minerais críticos usados em veículos elétricos e semicondutores.
Além da Guiné, MoUs também foram firmados por Marrocos com os EUA, num movimento que acompanha acordos recentes com outros países africanos. Na ocasião, o DR Congo e Ruanda já haviam assinado parcerias com os EUA em dezembro. A iniciativa busca diversificar e assegurar cadeias de suprimento globais de minerais críticos.
Em Washington, o presidente Félix Tshisekedi levou a delegação congolense a encontros com senadores norte-americanos e com o presidente do EXIM Bank. Antes da cúpula, o governo dos EUA lançou o Vault, um projeto de reserva estratégica de minerais, com financiamento inicial de 10 bilhões de dólares via EXIM Bank.
No âmbito do Congo, as discussões destacaram a comercialização de minerais críticos, processamento local e projetos como o Lobito Corridor, corredor ferroviário que liga o porto de Lobito, em Angola, à região de Katanga e à zóna de cobre do Zâmbia. O acordo bilateral assinado em dezembro amplia o acesso de empresas americanas ao setor de mineração.
Desde 2025, partes do leste congolês, especialmente a província de Kivu do Norte, estiveram sob controle de M23, grupo armado supostamente apoiado pelo Ruanda. A violência na região persiste, com novos ataques em outros distritos. Em janeiro de 2026, a assinatura de acordos gerou questionamentos legais na República Democrática do Congo.
Críticos apontam que tais acordos podem vincular a paz regional a ganhos econômicos para os EUA e sem ampla participação local. Observadores questionam impactos sobre direitos humanos, meio ambiente e soberania do Congo, destacando o risco de impacto às comunidades locais.
O governo congolês apresentou uma lista de ativos minerais para avaliação de investidores norte-americanos, em janeiro, como parte da parceria de minerais. A divulgação ocorreu antes da assinatura dos acordos, segundo a Reuters, e visava atrair capital externo para o setor.
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