- Navios mexicanos Papaloapan e Isla Holbox trouxeram para Havana 814 toneladas de ajuda humanitária, incluindo leite, carne, biscoitos, feijão, arroz e itens de higiene pessoal.
- Segundo o governo do México, ainda há pendentes para enviar à ilha mais de 1.500 toneladas de leite em pó e feijão.
- Cuba enfrenta há seis anos uma grave crise econômica, com inflação alta, apagões e escassez de alimentos e medicamentos, agravada por sanções dos Estados Unidos.
- O Chile anunciou que enviará ajuda humanitária a Cuba, por meio do UNICEF, sem detalhar o valor.
- A Rússia sinalizou a possibilidade de fornecer petróleo e derivados a Cuba como assistência, em meio a críticas às medidas norte-americanas.
Dois navios do México atracaram nesta quinta-feira no porto de Havana carregando mais de 814 toneladas de ajuda humanitária para Cuba. O envio ocorre enquanto autoridades de México, Chile e Rússia anunciam assistência ao país caribenho, atingido por crises econômicas. A operação acontece em meio a tensões com os Estados Unidos.
Segundo o governo mexicano, as embarcações Papaloapan e Isla Holbox trazem leite líquido e em pó, produtos cárneos, biscoitos, feijão, arroz e itens de higiene. No total, o governo afirma que há mais de 1.500 toneladas ainda pendentes de envio para Cuba.
Autoridades cubanas e russas destacam o gesto como demonstração de solidariedade. Em Havana, moradores elogiam a resposta mexicana diante de sanções e pressões externas que afetam a economia local.
Assistência de Chile e Rússia
O Chile confirmou envio de ajuda humanitária, com financiamento público e distribuição por meio do Unicef. O chanceler chileno afirmou que a iniciativa não depende de desdobramentos políticos no país.
O jornal russo Izvestia informou que a Rússia pode fornecer petróleo e derivados a Cuba como parte da assistência humanitária. O Ministério do Desenvolvimento Econômico de Moscou não detalhou prazos nem valores.
Cuba enfrenta há seis anos uma crise econômica aguda, com inflação elevada, apagões e desabastecimento. O embargo dos EUA, aliado à queda na produção, agrava a situação, segundo autoridades cubanas.
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