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Proprietário do Manchester United é criticado por comentário sobre imigração

Dono do Manchester United é criticado por dizer que o Reino Unido foi “colonizado” por imigrantes; autoridades ressaltam dados imprecisos e pedem desculpas

Manchester United 2 x 0 Tottenham | Melhores Momentos | 25ª rodada | Campeonato Inglês
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  • Jim Ratcliffe, dono do Manchester United, afirmou que o Reino Unido tem sido “colonizado” por imigrantes, argumentando que há crescimento sem precedentes da imigração.
  • O primeiro-ministro Keir Starmer chamou a fala de ofensiva e disse que o empresário deveria pedir desculpas.
  • O Escritório Nacional de Estatísticas mostrou que a população britânica aumentou de 67 milhões para 70 milhões entre 2020 e 2024; Ratcliffe errou ao citar 58 milhões em 2020.
  • Entidades de defesa dos direitos humanos criticaram as declarações, com a organização Kick It Out classificando-as como vergonhosas e divisivas.
  • Em relação ao elenco, apenas sete jogadores são ingleses entre os mais usados; entre os estrangeiros estão Casemiro, Matheus Cunha, Lisandro Martínez, Manuel Ugarte, Diego León, Noussair Mazraoui, Amad Diallo e Bryan Mbeumo.

Um dos empresários mais ricos da Inglaterra, Jim Ratcliffe, voltou a gerar controvérsia ao afirmar em entrevista à Sky News que o Reino Unido está sendo “colonizado” por imigrantes. A declaração ocorreu durante a entrevista publicada recentemente, gerando reação política e de defesa dos direitos humanos.

Ratcliffe, proprietário do Manchester United, disse que o país enfrenta desafios econômicos, políticos e sociais por conta de um suposto crescimento acelerado da imigração nos últimos anos. Segundo ele, o Reino Unido não teria uma economia compatível com o recebimento de milhões de imigrantes, mencionando números que foram contestados por especialistas.

Além das críticas, a declaração repercutiu entre autoridades. O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Keir Starmer, classificou as falas como ofensivas e incorretas, afirmando que o empresário deveria pedir desculpas. Starmer reiterou que a Grã-Bretanha é um país diverso e que promove inclusão.

Reações e desdobramentos

Entidades ligadas ao futebol e aos direitos humanos reagiram. O Manchester United Supporters Trust afirmou que o clube pertence a todos os torcedores e que nenhum fã deve se sentir excluído por raça, religião, nacionalidade ou origem. Também cobraram que a liderança facilite a inclusão.

A ONG Kick It Out — que combate o racismo no esporte — classificou as palavras de Ratcliffe como vergonhosas e divisivas, destacando que o Manchester United tem uma torcida diversificada e atua em uma cidade com história marcada por imigrantes. A Show Racism the Red Card também se pronunciou, dizendo que o linguajar pode estimular hostilidade contra minorias.

Sobre o elenco e a representação do clube

Ratcliffe, britânico que reside em Mônaco, assumiu em 2024 o controle acionário do Manchester United, clube que vinha enfrentando dúvidas de torcedores após gestões anteriores. O elenco principal do United tem apenas sete jogadores ingleses. Entre os estrangeiros estão Casemiro, Matheus Cunha, Lisandro Martínez, Manuel Ugarte, Diego León, Noussair Mazraoui, Amad Diallo e Bryan Mbeumo, entre outros.

O impacto da declaração ocorreu em meio a debates sobre imigração e identidade nacional no país. Grupos de defesa de direitos humanos destacaram a importância de dados confiáveis e de uma linguagem cuidadosa ao tratar de temas sensíveis.

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