- A Rússia bloqueou o acesso ao WhatsApp para todos os usuários, após meses de limitações nas funções do aplicativo.
- A medida ocorreu após a Meta se recusar a cumprir a legislação russa, segundo o secretário de imprensa do Kremlin, Dmitry Peskov.
- A Meta afirma que o objetivo do governo é levar as pessoas a um aplicativo de vigilância estatal chamado MAX.
- O MAX é uma alternativa nacional de mensagens, desenvolvido pela VK, lançado em março de 2025, e já vem pré‑instalado em dispositivos na Rússia.
- Além do MAX, o governo mantém restrições ao Telegram, enquanto a Universidade de São Petersburgo busca transformar o app em ecossistema digital para uso público e corporativo.
A Rússia bloqueou de forma completa o acesso ao WhatsApp, aplicativo de mensagens da Meta, nesta quinta-feira, 12. A decisão ocorreu após meses de restrições às ligações pelo serviço, em meio a impasse sobre cumprimento de leis locais. O governo citou resistência da empresa em adaptar-se às normas russas.
Segundo o Kremlin, a Meta demonstrou relutância em atender a exigências legais, levando à medida que restringe o uso do WhatsApp. A empresa afirma que o objetivo é empurrar usuários a um aplicativo de vigilância estatal, o MAX. A Rússia pretende isolar cerca de 100 milhões de usuários.
Desde o ano passado, o governo tem limitado tanto o WhatsApp quanto o Telegram, por não fornecerem informações solicitadas para casos policiais. Pavel Durov, fundador do Telegram, disse que manterá liberdade de expressão e não enviará dados exigidos.
O MAX
O MAX é apresentado pela Rússia como alternativa de mensagens, de uso nacional e de baixo custo. Desenvolvido pela VK e lançado em março de 2025, exige número de telefone da Eurásia e também funciona como plataforma de comércio eletrônico.
A Universidade de São Petersburgo avalia transformar o MAX em ecossistema digital para uso corporativo. Hoje, dispositivos móveis na Rússia já chegam com o MAX pré-instalado, funcionando também para disseminação de comunicados do governo.
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