- Mais de cinco milhões de pessoas retornaram ao Afeganistão a partir de países vizinhos desde o fim de 2023, segundo a ONU, sobrecarregando os atendimentos humanitários com chegadas diárias.
- O país enfrenta uma intensificação da crise de fome, associada aos despejos em massa de afegãos do Paquistão e do Irã, cortes de ajuda externa e à crise econômica.
- O representante da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Afeganistão alertou sobre a sustentabilidade desses retornos, afirmando que o número representa cerca de 12% da população.
- No ano passado, cerca de 2,9 milhões de pessoas retornaram; neste ano já entraram 150 mil até o momento.
- A ACNUR necessita de 216 milhões de dólares para apoiar os retornados neste ano, mas a campanha de financiamento está apenas 8% financiada.
Over cinco milhões de pessoas retornaram ao Afeganistão vindas de países vizinhos desde o início de políticas de expulsão no fim de 2023. O alerta foi feito pela Organização das Nações Unidas, que diz que os esforços de ajuda estão sendo sobrecarregados pela chegada diária de famílias e indivíduos.
O país enfrenta uma crise de fome agravada por deportações em massa, cortes de ajuda internacional e a crise econômica. O impacto é sentido em comunidades que recebem retornados, muitas vezes sem condições estáveis de moradia e emprego.
Arafat Jamal, representante da UNHCR para o Afeganistão, ressaltou que o volume de retornos representa cerca de 12% da população. Ele disse, em entrevista em Genebra, que a sustentabilidade desses fluxos é uma preocupação central.
Ao longo de 2024, aproximadamente 2,9 milhões retornaram ao Afeganistão. Até o momento deste ano, o número já alcançou cerca de 150 mil pessoas, segundo a agência.
Contexto humanitário
A UNHCR informou que precisa de 216 milhões de dólares para apoiar os retornados neste ano. O financiamento atual está apenas em 8%, o que complica a resposta rápida às necessidades emergentes.
As autoridades de Genebra destacam que os fluxos recentes de retornados elevam a demanda por abrigo, água, alimentação e serviços básicos, exigindo coordenação entre governos, organizações internacionais e parceiros locais.
A agência ressalta ainda que a situação exige monitoramento contínuo e respostas flexíveis para evitar agravamento de vulnerabilidades entre famílias que retornaram de forma rápida após a expulsão.
Fontes oficiais indicam que a crise de alimentos está ligada a cortes de ajuda externa, à instabilidade econômica e às dificuldades de acesso a cadeias de suprimentos, agravando a vulnerabilidade entre populações retornadas.
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