- EUA aceleram o fim das sanções petrolíferas contra a Venezuela, concedendo licenças de exploração para cinco multinacionais.
- Chevron, Eni, Repsol, BP e Shell poderão retomar operações no país, sob supervisão norte-americana.
- Caracas aprovou uma reforma na lei de hidrocarbonetos para facilitar o retorno dessas empresas.
- Washington anunciou envio de mais de 6 toneladas de suprimentos médicos à Venezuela.
- O governo dos EUA descreveu o caminho como três etapas: estabilidade econômica, recuperação e transição política.
Os Estados Unidos aceleraram, nesta sexta-feira, 13, o fim das sanções petrolíferas contra a Venezuela, autorizando licenças de exploração para cinco produtoras multinacionais do setor. Paralelamente, o governo americano anunciou o envio de mais de 6 toneladas de suprimentos médicos ao país.
A medida concede retorno às operações de Chevron (EUA), Eni (Itália), Repsol (Espanha) e as britânicas BP e Shell, sob supervisão dos EUA. Caracas promulgou uma reforma em sua lei de hidrocarbonetos para facilitar o retorno das empresas, que vinham enfrentando entraves legais.
O Tesouro dos EUA informou que outras licenças permitem contratos com novas petroleiras, mantendo a supervisão norte-americana sobre os projetos. O objetivo declarado é reativar o setor, com foco também na transferência de recursos para Caracas mediante o Catar, segundo o governo americano.
O Departamento de Estado informou que o envio de suprimentos médicos inclui itens prioritários, distribuídos pelo ministério da Saúde venezuelano provisório. O texto não especificou pagamento pelo material.
Trump afirmou, em visita a uma base militar na Carolina do Norte, que as relações com a Venezuela são positivas e que o país está conduzindo uma transição política. O presidente mencionou o papel de Delcy Rodríguez, atual presidente interina, e comentou sobre a prisão de Nicolás Maduro ocorrida em 3 de janeiro.
Segundo o governo americano, a estabilidade econômica venezuelana passa pela gestão das exportações de petróleo e pelo uso de receitas para o benefício da população. A relação entre Washington e Caracas vem passando por mudanças desde a captura de Maduro.
A reportagem não apresenta declarações de autoridades venezuelanas além dos comunicados oficiais. As informações destacam o reequilíbrio entre sanções, comércio de petróleo e assistência humanitária no contexto político regional.
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