- O maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, e seus navios de escolta serão transferidos do Caribe para o Oriente Médio, segundo quatro autoridades anônimas ao jornal The New York Times.
- A decisão ocorre em meio a tensões entre o governo dos Estados Unidos e o Irã; os tripulantes foram informados nesta quinta-feira (12) e a embarcação deve permanecer na região ao menos até o início de maio.
- Os EUA já contam com o USS Abraham Lincoln no Golfo Pérsico como parte da pressão a Teerã; o presidente Donald Trump sinalizou a intenção de enviar um segundo porta-aviões, sem detalhar qual seria.
- O USS Gerald R. Ford foi redirecionado ao Caribe em outubro para reforçar combate ao narcotráfico e, meses depois, o governo americano capturou o ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro.
- Trump pediu que Teerã chegue a um acordo nuclear, citando riscos caso não haja acordo; negociações para o acordo nuclear foram retomadas na semana passada.
O maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, e seus navios de escolta, serão transferidos do Caribe para o Oriente Médio. A informação foi publicada pelo The New York Times, com base em quatro fontes anônimas do governo dos EUA.
Os tripulantes foram avisados da decisão nesta quinta-feira (12). A embarcação deve permanecer na região pelo menos até o início de maio, conforme as fontes. O envio ocorre em meio a tensões com o Irã.
O USS Abraham Lincoln já está posicionado no Golfo Pérsico, integrando o grupo de ataque americano. O governo de Donald Trump não detalhou qual segundo porta-aviões pode ser enviado, mas sinalizou a intenção de ampliar a presença naval.
Contexto estratégico
O Ford foi redirecionado ao Caribe em outubro para reforçar o combate ao narcotráfico. Meses depois, os EUA intensificaram a pressão sobre a Venezuela e capturaram Nicolás Maduro em 3 de janeiro, segundo relatos.
Quadro das negociações com o Irã
Trump afirmou nesta quinta que é essencial fechar um acordo nuclear com o Irã, sob o risco de consequências graves caso não haja acordo. Ele mencionou a operação Midnight Hammer, referindo-se a ataques de 2020.
As negociações para um acordo nuclear foram retomadas na semana passada, após a guerra de 12 dias entre Irã e Israel em 2023, na qual os EUA participaram de ações contra instalações iranianas.
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