- O presidente Emmanuel Macron pediu intensificar os esforços no combate ao antissemitismo na França.
- O Ministério do Interior mostrou que 1.320 atos antissemíticos foram registrados em 2025, representando 53% de todos os incidentes anti-religiosos.
- Apesar da queda de 16% em relação ao ano anterior, os incidentes permanecem em níveis historicamente altos por três anos consecutivos.
- Macron fez o comentário durante cerimônia de 20 anos desde a morte de Ilan Halimi, enfatizando mobilização de escolas, do sistema de justiça e de autoridades.
- O presidente também criticou o que chamou de “veneno do ódio online” e pediu à Comissão Europeia que responsabilize grandes plataformas.
Emmanuel Macron pediu neste sábado medidas mais firmes para enfrentar o antisemitismo na França, após dados do governo mostrarem alta hostilidade a judeus mesmo com queda nos incidentes em 2025. O país possui a maior comunidade judaica da Europa.
O Interior divulgou que 1.320 atos antissemitas foram registrados em 2025, representando 53% de todos os incidentes anti-religiosos. Apesar da queda de 16% em relação a 2024, os números seguem em patamar historicamente elevado.
Macron fez as declarações durante cerimônia de 20 anos desde a morte de Ilan Halimi, jovem judeu sequestrado e assassinado. O chefe de governo citou o ensino, o sistema de justiça e autoridades locais como áreas que precisam de mobilização.
O presidente criticou o que chamou de veneno do ódio online e sugeriu responsabilização de grandes plataformas digitais pela disseminação de discurso antissemita. Ele disse que, na França, a liberdade de expressão tem limites quando envolve racismo e preconceito.
A fala acontece em meio a recortes de dados sobre antisemitismo na Europa. No Reino Unido, 3.700 incidentes foram registrados em 2025, segundo a Community Security Trust, imagem de queda recente que ainda representa um patamar alto.
Na Alemanha, casos ligados ao conflito na Faixa de Gaza quase dobraram, somando 8.627 em 2024, segundo o ponto de pesquisa oficial. As informações ressaltam a continuidade de laços entre violência, vandalismo e ameaças.
Contexto europeu
- Observa-se aumento de relatos de ataques e hostilidade em diversos países, mesmo com quedas pontuais.
- Autoridades europeias discutem maior coordenação de políticas públicas e responsabilização de plataformas digitais.
- Organizações de proteção às comunidades judaicas enfatizam necessidade de ações educacionais e de segurança física.
O governo francês reiterou que a luta contra o antissemitismo exige medidas abrangentes e colaboração entre Estado, instituições e sociedade. As informações são oriundas do Ministério do Interior e de autoridades ligadas à segurança pública.
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