- O Museo de Arte Moderno de Bogotá (Mambo) anunciou a saída do diretor artístico Eugenio Viola, que comandava o museu desde 2019, e informou ter iniciado a busca por um substituto.
- Viola afirmou que foi desligado antes do término do contrato, não por deficiência artística ou de liderança, mas após levantar preocupações sobre a deterioração das condições de trabalho em setembro de 2025.
- O anúncio público, feito em 6 de fevereiro, apontou uma revisão abrangente e disse que Viola permanecerá no cargo até maio de 2026.
- O curador disse que o conselho descartou as questões levantadas e não houve due process, mantendo a integridade e afirmando ter agido de boa-fé.
- Viola tinha preparado mais de cinquenta exposições desde 2019; ele deverá retornar a Nápoles após dez anos no exterior, mantendo compromissos curatoriais internacionais.
O Museo de Arte Moderno de Bogotá (Mambo) anunciou a substituição de seu diretor artístico, Eugenio Viola, em uma mudança que ocorre após mais de sete anos no cargo. A instituição confirmou que já iniciou a busca pelo substituto.
Viola afirma que foi desligado antes do término de seu contrato, não por falhas artísticas ou de gestão, mas após levantar preocupações em setembro de 2025 sobre a deterioração das condições de trabalho. Segundo ele, o board não abriu uma revisão interna.
A decisão foi tornada pública na sexta-feira, 6 de fevereiro, sem possibilidade de recurso ou resposta formal. Viola sustenta que as ações não seguem princípios de transparência, devido process e diálogo institucional.
O Mambo divulgou que o desligamento ocorre no âmbito de uma revisão abrangente de diferentes aspectos da instituição, com o objetivo de manter boas práticas. O contrato de Viola valerá até maio de 2026, período durante o qual o museu buscará um novo diretor.
Fundado em 1953, o Mambo é referência na promoção de arte moderna e contemporânea na Colômbia. Viola comandou mais de 50 exposições desde 2019, incluindo mostras de artistas como Voluspa Jarpa, Teresa Margolles e Óscar Muñoz.
O ex-diretor não confirmou novos projetos, mas afirmou que voltará a Nápoles, sua cidade natal, após dez anos no exterior. Mantém compromissos curatoriais internacionais em andamento.
Mudança na liderança e próximos passos
O museu já iniciou o processo de avaliação de candidatos a diretor artístico, com orientação de especialistas, e informou que os resultados serão comunicados futuramente. O objetivo é consolidar o Mambo como instituição líder na América Latina.
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