- Polícia francesa deteve nove pessoas, incluindo dois funcionários do Louvre, em investigação de uma fraude de ingressos estimada em € 10 milhões.
- O grupo investigado seria uma rede que organizava fraudes em grande escala envolvendo guias e suposto líder, segundo o Ministério Público de Paris.
- A denúncia ocorreu após o Louvre relatar aumento de fraude, com um plano antifraude estruturado em parceria com a polícia.
- Suspeitas apontam reutilização de ingressos por guias para atender grupos, com possível divisão de grupos para evitar a cobrança de taxas extras; investigações também apontam cúmplices dentro do museu.
- Autoridades apreenderam mais de € 957 mil em dinheiro, além de valores em contas e bens, conforme apurado pela investigação.
A polícia francesa deteve nove pessoas em uma investigação sobre uma suspeita fraude de ingressos no Louvre, em Paris. O valor estimado é de €10 milhões. Entre os detidos estão dois funcionários do museu, guias turísticos e um suspeito de ser o cerebro do esquema.
Segundo o Ministério Público, a investigação aponta a existência de uma rede que organizava fraudes em grande escala. O Louvre informou à imprensa que percebeu um aumento de golpes envolvendo bilhetes.
Os investigadores afirmam que houve reutilização de ingressos e divisão de grupos para evitar o pagamento de taxas de guia. A operação contou com vigilância e interceptações, segundo a Justiça e a Associated Press.
Investigação e acusações
O inquérito judicial foi aberto no ano passado, com acusações de fraude organizada, lavagem de dinheiro, corrupção, entrada ilegal em grupo organizado e uso de documentos administrativos falsificados. A polícia diz ter apreendido valores em dinheiro e em contas.
Entre os itens apreendidos, constam mais de €957 mil em dinheiro, incluindo €67 mil em moeda estrangeira, e €486 mil em outros ativos. Autoridades investigam se parte do dinheiro foi investida em imóveis na França e em Dubai.
Contexto recente e medidas do Louvre
O Louvre vem enfrentando episódios de fraude de bilheteria e criou um plano anti-fraude estruturado em parceria com funcionários e polícia. O museu também foi palco de um roubo em outubro, quando joias reais avaliadas em milhões foram levadas em poucos minutos, em meio a uma intervenção policial.
A liderança do museu indicou que a crise atual se soma a tensões envolvendo serviços, renovações e preços de ingressos para visitantes não europeus. Não houve informações sobre prisões adicionais ou desfecho do caso até o momento.
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