- Autoridades iniciaram a evacuação de cerca de 9.000 pessoas em Coimbra, no centro de Portugal, por alto risco de inundações depois da rupture de um dique que provocou o transbordamento do rio Mondego e destruição de trecho da autoestrada A‑1, ligando Lisboa a Oporto.
- A catástrofe já deixou 16 mortos e o governo declarou calamidade em 68 localidades até domingo.
- A população foi orientada a preparar um kit de urgência e o centro de Coimbra pode ser uma das áreas mais atingidas conforme a situação evolui.
- O acesso à A‑1, entre Vila Franca de Xira e o Norte, foi parcialmente restabelecido, mas trechos que ligam Coimbra Norte e Coimbra Sul permanecem fechados.
- O primeiro-ministro, Luís Montenegro, intensificou a gestão da crise após críticas à resposta do governo, chegou a cancelar a participação na cúpula europeia e o governo informou sobre a demissão da ministra do Interior, Maria Lúcia Amaral.
Portugal inicia evacuação de 9.000 pessoas em Coimbra, no centro do país, por alto risco de inundações após ruptura de dique no rio Mondego. A ação ocorre nesta sexta-feira, em meio a alerta de autoridades.
Na noite de quinta-feira, a ruptura do dique provocou o transbordamento do Mondego e destruiu um trecho da autoestrada A1, principal ligação entre Lisboa e Porto. A condição complica a circulação e agrava os danos na região.
O governo declarou estado de calamidade em 68 localidades até o domingo, em resposta à crise. Equipes de monitoramento reforçam a vigilância e orientam a população para evacuação se necessário.
Desdobramentos e respostas
Seis equipes patrulham o centro de Coimbra para alertar comerciantes e moradores em caso de agravamento da situação. Autoridades pedem que a população tenha um kit de urgência caso seja necessária a saída das residências.
O acesso à A1 entre Vila Franca de Xira e Oporto já foi refeito parcialmente, segundo a Brisa. Trechos como Coimbra Norte e Coimbra Sul permanecem fechados, com restrições de circulação em algumas zonas.
O primeiro-ministro Luís Montenegro intensifica a gestão da crise, após críticas pela resposta a temporais anteriores. Ele cancelou participação numa cúpula europeia para priorizar a atuação governamental.
Entre na conversa da comunidade