- Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, afirmou em entrevista à NBC que pretende realizar eleições justas e livres, com o calendário definido pelo diálogo político no país.
- A dirigente disse que Maduro continua sendo o presidente legítimo e que ela está encarregada da presidência.
- Segundo a interlocutora, a convocação de eleições pode abrir caminho para o país ficar livre de sanções internacionais.
- A maior parte do petróleo venezuelano é vendida aos Estados Unidos desde janeiro, gerando receita superior a 500 milhões de dólares; Delcy chamou essa venda de justiça comercial.
- O governo revisa contratos antigos com Washington; a questão de presos políticos não está na agenda bilateral, e há uma lei de anistia em tramitação pela Assembleia Nacional.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou em entrevista à NBC que o país trabalha para eleições justas e livres, definidas por meio de diálogo político. Ela ressaltou que o calendário eleitoral dependerá do consenso nacional.
Rodríguez manteve que Nicolás Maduro continua como presidente legítimo, mesmo com sua detenção em Nova York, e que ela ocupa a função de presidente interina. O posicionamento foi apresentado em tom de continuidade institucional.
A entrevista ocorreu na quinta-feira 12, em meio a críticas internacionais sobre a legitimidade das eleições da Venezuela em anos anteriores. A presidente interina também mencionou a importância de se manter um diálogo com Washington para temas políticos e econômicos.
Contexto político e econômico
Delcy Rodríguez afirmou que uma eventual convocação de eleições deve ocorrer com a Venezuela livre de sanções, sob a justificativa de promover justiça para o país e o povo venezuelano. O governo tem sido alvo de sanções e acusações de manipulação eleitoral por parte da oposição.
Ela apontou que as exportações de petróleo, principal recurso do país, seguem com receita relevante, principalmente para os EUA, e que o governo está revisando contratos antigos para esclarecer quem deve o quê. A meta é ajustar a relação com investidores e parceiros internacionais.
A presidente interina frisou que as acusações de desinformação sobre o regime não refletem a realidade e que há esforço para esclarecer questões envolvendo a gestão do petróleo e os acordos comerciais vigentes. No processo, a Venezuela continua a buscar seu curso político reconhecido por seus aliados.
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