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Cuba cancela festival milionário de charutos por falta de petróleo

Cuba cancela festival de charutos milionário por crise energética agravada pela pressão dos Estados Unidos, comprometendo receitas para a saúde e o turismo

Havana, Cuba, em 13 de fevereiro de 2026. Foto: Yamil Lage/AFP
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  • Cuba cancelou o icônico festival de charutos, previsto para 24 a 27 de fevereiro, devido à crise energética causada pela redução de petróleo pelos Estados Unidos; a data de retorno não foi anunciada.
  • O festival costuma gerar milhões de dólares para o sistema de saúde; no ano passado, a arrecadação foi de cerca de 19,5 milhões de dólares.
  • A exportação de charutos cubanos é a principal fonte de renda do país, com a Europa como principal mercado.
  • A crise se agravou após os Estados Unidos cortarem o envio de petróleo, com o México suspendendo remessas e o governo americano estudando tarifas; o objetivo é pressionar mudanças em Cuba.
  • Em Cuba, apagões são frequentes, com regiões registrando mais de 20 horas sem energia; voos internacionais foram suspensos por falta de combustível e autoridades aconselham turistas a reconsiderarem visitas. A estimativa é de necessidade de cerca de 110 mil barris de petróleo por dia, com produção local de 40 mil, restando 70 mil importados.

Cuba cancelou neste sábado 14 o icônico festival de charutos por causa da crise energética provocada pela pressão dos Estados Unidos. A próxima edição, prevista para 24 a 27 de fevereiro, foi adiada; ainda não há nova data.

O festival costuma gerar milhões de dólares com leilões, recursos que vão para o sistema de saúde cubano. No ano passado, o evento arrecadou cerca de 19,5 milhões de dólares.

Venda internacional de charutos cubanos é a exportação mais emblemática do país e sustenta parte da economia, com a Europa como principal mercado.

A crise se aprofundou após os EUA cortarem o envio de petróleo, vindo em grande parte da Venezuela, depois da captura de Nicolás Maduro em janeiro.

O presidente Donald Trump assinou ordem executiva com tarifas contra países que vendam barris para Cuba; o México, segundo fornecedor, suspendeu remessas previstas para o mês passado.

Apagões frequentes atingem o sistema elétrico, já fragilizado, e comprometem atividades econômicas.

Companhias aéreas internacionais reduziram voos para Cuba por falta de combustível; alguns governos orientaram seus cidadãos a reconsiderarem viagens.

Governo de Havana acusa os EUA de reforçar o bloqueio econômico após décadas de guerra econômica, visando pressionar Cuba a aderir ao embargo.

Estima-se que Cuba precise hoje de cerca de 110 mil barris de petróleo por dia. A produção local alcança 40 mil, deixando 70 mil dependentes de importação.

A falta de divisas agrava o cenário, dificultando o alcance da demanda de combustível.

Um estudo do economista cubano Miguel Alejandro Hayes aponta risco de queda de 30% na disponibilidade de combustível, o que pode reduzir o PIB em 27% e elevar preços de alimentos em 60% e de transporte em 75%.

Contexto econômico e impactos

A redução de fornecimento de combustível gera apagões prolongados e afeta atividades turísticas, transporte e serviços públicos. O setor de luxo, como o festival, reage com adiamentos e replanejamentos.

Autoridades ressaltam a dependência de importação de petróleo e a dificuldade de manter operações em meio a restrições financeiras e comerciais.

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