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EUA atacam suposta embarcação ligada ao narcotráfico e resultam três mortos

Ataque dos EUA contra embarcação suspeita de narcotráfico deixa três mortos no Caribe, aumentando para 133 o total de vítimas da ofensiva, ainda sem provas apresentadas

Ataque dos EUA contra suposta embarcação do narcotráfico no Pacífico, em 5 de fevereiro de 2026. Foto: Handout/US Southern Command/AFP
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  • EUA efetuaram novo ataque contra uma embarcação no Caribe, informando a morte de três supostos narcotraficantes; saldo da campanha antidrogas chega a pelo menos 133 mortos.
  • O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) disse que houve ataque cinético letal contra a embarcação, que operava em rotas conhecidas de tráfico de drogas; nenhum militar americano ficou ferido.
  • A administração de Donald Trump lançou a ofensiva antidrogas na região no início de setembro, afirmando combater supostos “narcoterroristas” que atuam na Venezuela.
  • A Casa Branca não apresentou provas definitivas de que as embarcações estavam envolvidas no tráfico, gerando debate sobre a legalidade das operações no Caribe e no Pacífico Oriental.
  • O ataque ocorreu seis semanas após Washington depor e capturar Nicolás Maduro; o líder venezuelano está detido em Nova York, enfrentando acusações de narcotráfico e outras, das quais se declara inocente.

Nos Estados Unidos, o Comando Sul (Southcom) informou ter executado um ataque cinético contra uma embarcação no Caribe, na sexta-feira 13. O objetivo foi uma embarcação que transitava por rotas associadas ao narcotráfico, segundo a publicação oficial. Três supostos narcotraficantes teriam morrido durante a operação, e não houve registro de feridos entre as forças Americanas.

O episódio eleva para pelo menos 133 o total de mortes associadas à ofensiva antidrogas dos EUA na região. O Southcom afirmou que a operação foi letal e que a embarcação envolvida participava de atividades de contrabando de drogas. A afirmação não apresentou provas definitivas de participação no tráfico, o que gerou questionamentos sobre legalidade e critérios de atuação.

A ofensiva começou no início de setembro, durante a gestão do presidente Donald Trump, que classifica as ações como parte de uma guerra contra narcoterroristas na região. Em paralelo, Nicolás Maduro, líder venezuelano, passou a ser alvo de tensões internacionais após ser deposto pela força e detido em Nova York, onde é acusado de narcotrafico em processos nos EUA.

As informações do ataque recentes, segundo autoridades americanas, não detalham a identidade dos alvos nem as bases legais mais específicas da operação. Analistas destacam que a ausência de provas apresentadas para sustentar a acusação de envolvimento com o tráfico complica avaliações sobre legitimidade das ações no Caribe e no Pacífico Oriental.

Maduro permanece sob custódia internacional, com acusações que incluem narcotráfico. A situação venezuelana continua sendo um componente relevante no contexto das operações antidrogas apoiadas pelos EUA na região, conforme relatos de agências oficiais e veículos de imprensa.

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