- Mais de 200 mil pessoas marcharam em torno da Conferência de Segurança de Múnique, protestando contra as autoridades iranianas, segundo os organizadores.
- O ato ocorreu próximo ao hotel onde ocorre a conferência, que reúne líderes globais, ministros de Exteriores e de Defesa, com forte esquema de segurança.
- Reza Pahlavi, opositor exilado, participou do evento e pediu intervenção militar dos Estados Unidos para acelerar a queda do regime iraniano; ele afirmou que a crise pode durar horas ou dias.
- A ONG HRANA estima que mais de 7 mil pessoas morreram desde as manifestações antigovernamentais, ocorridas no fim de 2023 e início de 2024, com alta violência policial.
- Em Teerã, moradores voltaram a protestar de forma simbólica, gritando contra o regime desde janelas e terraços, em meio a críticas ao governo e à repressão.
Mais de 200 mil pessoas participaram de uma marcha contra as autoridades iranianas em Münster? Não. Em Munique, a mobilização ocorreu nos arredores da Conferência de Segurança, com foco em pressionar por direitos humanos no Irã. A estimativa dos organizadores aponta o número acima de 200 mil, superando previsões iniciais.
O ato foi organizado pelo Círculo de Munique, com a palavra de ordem Direitos Humanos e Liberdade para Irã, Solidariedade Internacional com o Povo Iraní. A marcha ocorreu durante a conferência que reúne líderes políticos e militares, ampliando o alcance global do protesto.
A Conferência de Segurança de Munique, aberta na sexta e até o domingo, reúne mais de 60 chefes de governo e cerca de 100 ministros de Exteriores e da Defesa. A cidade recebeu várias manifestações previstas para o fim de semana, aumentando o trabalho das forças de segurança.
O local da conferência é o Hotel Bayerischer Hof, no centro da cidade, que recebeu cercas, restrições de trânsito e controles policiais. A organização informou que a manifestação ocorreu próximo ao campus central, com participação de manifestantes de diversas regiões.
Entre os participantes, figura o opositor iraniano Reza Pahlavi, que participa como palestrante. Em suas falas, ele sugeriu que uma intervenção militar dos EUA poderia acelerar a queda do regime, ao mesmo tempo em que pediu que Washington não demore na busca por acordo nuclear com Teerã.
Pahlavi reiterou, em entrevista à Reuters, que há sinais de enfraquecimento do governo iraniano e apontou que um ataque poderia acelerar a destituição. Ele afirmou que a luta atual é entre ocupação e libertação e destacou a solidariedade global com os iranianos.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchi, criticou a presença de opositores na conferência. Em postagem na X, ele chamou a situação de trecho de um circo para Irã e manifestou descontentamento com a retirada de convite a autoridades iranianas.
Acompanhando o tema, a ONG HRANA informou que o número de mortos nas repressões contra protestos no Irã supera 7 mil, com o pico de violência entre 8 e 9 de janeiro. A organização cita ações de grupos proprietários de recursos estrangeiros como parte do cenário de violência.
Na capital iraniana, os moradores voltaram a protestar, porém de forma menos intensa. Em Teerã, há relatos de cânticos contra a liderança desde as janelas e telhados, com palavras de oposição ao líder supremo. A mobilização ficou visível por volta das 20h locais.
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