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Marco Rubio defende aliança conservadora entre EUA e Europa em Munique

Rubio defende aliança conservadora EUA–Europa, enquanto europeus ponderam reduzir dependência e evitar instabilidade geopolítica

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na Conferência de Segurança de Munique, em 14 de fevereiro de 2026. Foto: Alexandra Beier/Pool/AFP
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  • O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, defendeu uma aliança conservadora entre EUA e Europa durante discurso na Conferência de Segurança de Munique, destacando que ambos cometem erros na soberania nacional e citando uma “fé cristã compartilhada”.
  • Rubio afirmou que os EUA estão prontos para agir sozinhos, mas preferem fazê-lo juntos, e criticou imigração de massa e a perda de controle das cadeias de suprimento para a China.
  • Na Europa, governos avaliam reduzir a dependência dos EUA, enquanto painéis no evento discutiam se a região deve “defender-se sem os EUA”.
  • O chanceler alemão, Friedrich Merz, pediu uma nova parceria transatlântica, disse que a ordem mundial está em transformação e afirmou que a “guerra cultural” promovida pelo movimento Maga não é a nossa guerra.
  • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu a cláusula de defesa mútua da UE, dizendo que a defesa europeia é obrigação prevista no tratado, enquanto Merz ressaltou a necessidade de detalhar seu significado.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, promoveu, na cidade de Munique, uma proposta de aliança conservadora entre EUA e Europa durante a Conferência de Segurança de Munique, realizado neste fim de semana. Rubio afirmou que erros de ambas as partes minam a soberania nacional e pediu uma fé cristã compartilhada como base de cooperação. A fala ocorreu diante de lideranças políticas e militares presentes na 62ª edição do encontro.

Segundo o chanceler alemão, Friedrich Merz, a parceria transatlântica continua necessária, mesmo diante de um cenário internacional marcado pela intensificação de rivalidades entre potências. Merz ressaltou que o mundo não pode se isolar e defendeu uma agenda de cooperação com os EUA, com foco em liberdades, comércio livre e defesa coletiva. Ele citou ainda a necessidade de redefinir a relação transatlântica diante das mudanças atuais.

Rubio enfatizou que os EUA podem agir sozinhos, caso seja necessário, mas que a preferência é caminhar conjuntamente com os aliados. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, informou que a reunião com Merz manteve o consenso sobre laços fortes entre os dois lados e sobre a importância de uma OTAN robusta e de uma Europa united.

Durante o evento, a discussão sobre a vulnerabilidade de cadeias de suprimentos globais e a imigração foram temas recorrentes. Rubio criticou a gestão de imigração de massa como fator de instabilidade ocidental e apontou a China como desafio para o equilíbrio comercial. O debate também abordou a atuação da ONU e a necessidade de reformas institucionais.

Entre os participantes estavam o presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente francês Emmanuel Macron, além de líderes europeus e representantes de governos de várias regiões. Von der Leyen defendeu em sua fala o reforço da cláusula de defesa mútua da UE, destacando a obrigação prevista no Artigo 42(7) do tratado para responder a ataques, com base na cooperação entre Estados-membros.

A invocação da cláusula de defesa ocorreu em um contexto de tensão geopolítica, com a invasão da Ucrânia pela Rússia já perto de completar cinco anos e uma atuação cada vez mais assertiva da China em relação a Taiwan. A Conferência de Segurança de Munique permanece como espaço para traçar cenários e alinhar estratégias entre Washington e seus aliados europeus.

Além de Rubio e Merz, estavam presentes figuras de destaque de diversos países, incluindo a presença de líderes britânicos e europeus que discutiram o papel da cooperação transatlântica após mudanças políticas recentes. A cobertura do evento cita ainda a participação de autoridades americanas de diferentes vertentes do espectro político para influenciar o tom das discussões sobre segurança internacional.

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