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MSF suspende atividades em hospital em Gaza por presença de homens armados

MSF suspende atendimentos não críticos em hospital de Gaza por relatos de homens armados e possível movimentação de armas, citando risco à neutralidade

A Palestinian war-wounded man waits at the entrance, hoping to receive medical treatment, at a clinic run by medical charity Medecins Sans Frontieres (MSF), amid shortages of medical supplies, in Khan Younis, southern Gaza Strip, December 31, 2025.
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  • Médicos Sem Fronteiras suspenderam atividades não críticas no Hospital Nasser, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, devido a relatos de homens armados no local e de possível movimentação de armas.
  • A organização afirmou que a medida foi tomada por questões de neutralidade, gestão da estrutura e violações de segurança.
  • Mesmo com a suspensão, a MSF disse que continua apoiando serviços críticos em alguns casos, como internação e cirurgias para pacientes que necessitam de tratamento de vida ou morte.
  • O grupo atribui a repetir atos inaceitáveis, incluindo presença de homens armados, intimidação e prisões arbitrárias de pacientes, além de suspeita de movimentação de armas.
  • A declaração ocorre em meio a tensões após um cessar-fogo entre Israel e Hamas, com a MSF já tendo solicitado informações de segurança e sem detalhar a quem foram apresentadas as queixas.

MSF interrompe atividades não essenciais em hospital de Gaza após relatos de homens armados dentro da instalação e de possíveis transferências de armamentos. A suspensão foi anunciada para o Nasser Hospital, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, desde 20 de janeiro, por preocupações com a gestão da estrutura, a preservação da neutralidade e violações de segurança. Pacientes e a equipe chegaram a observar homens armados, alguns mascarados, em áreas do complexo hospitalar, segundo a organização.

A organização humanitária ressalta que parte das áreas onde não atua ocorreu, em especial no entorno do hospital, intensificando o risco para pacientes e profissionais. A crise de segurança é apresentada como motivo central para a paralisação de atividades não críticas, mantendo ainda serviços críticos em funcionamento para casos que exigem tratamento de vida ou uma intervenção cirúrgica essencial.

O Hamas afirmou, por meio do Ministério do Interior, que não tolerará presença armada em hospitais e disse que adotará medidas legais contra os violadores. A autoridade citou a entrada de membros armados de algumas famílias de Gaza, sem identificar os envolvidos. A MSF destaca que a neutralidade dos hospitais deve permanecer como espaço civil, livre de presença militar, para garantir atendimento médico imparcial e seguro.

Entre os pacientes e trabalhadores, há relatos de atos considerados inaceitáveis desde o cessar-fogo acordado entre Israel e Hamas em outubro, sob um plano de paz apoiado pelos EUA. A MSF informou que, apesar da suspensão, continua oferecendo serviços críticos no Nasser Hospital, incluindo internação e cirurgia para pacientes com necessidade de tratamento salvador de vidas, conforme descrito em perguntas frequentes atualizadas pela organização em 11 de fevereiro.

Contexto adicional aponta que parte de uma sideral rede de túneis sob hospitais foi objeto de ações militares israelenses durante o conflito, com Hamas negando uso de hospitais para fins militares. O Nasser Hospital é um dos principais de Gaza e já foi associado a relatos de detenções de civis em meio à crise humanitária, embora a atribuição de responsabilidade por tais ocorrências seja contestada pelas partes envolvidas.

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