- Elbridge Colby afirma que os EUA seguem committed to NATO e ao Artigo 5, mas a aliança está passando por uma NATO 3.0, mais prática e orientada a resultados, com a Europa assumindo mais defesa convencional e os EUA buscando sustentabilidade e investimento militar.
- A ideia de NATO 3.0 é um modelo mais equilibrado e sustentável, em que a Europa lidera a defesa convencional, respaldada por metas de gasto e por uma base industrial de defesa capaz de produzir para aliados.
- O foco dos EUA passa a ser o Indo-Pacífico, com contribuições proporcionadas pelos aliados, reforçando força e prontidão e buscando uma defesa mais eficiente por meio de cooperação industrial e estratégica.
- Em relação à China, o objetivo é manter uma relação estável e respeitosa, evitar conflitos e trabalhar com aliados para fortalecer a posição norte-americana, sem buscar o estrangulamento econômico.
- Sobre Taiwan e a dissuasão nuclear, Colby diz que não houve mudança de posição pública, mantendo a detenção tradicional, ao mesmo tempo em que se discute um papel mais europeu na dissuasão dentro de uma linha prática e responsável.
Elbridge Colby, o subsecretário de Defesa dos EUA para Política, afirmou que a incumbência dos Estados Unidos com a NATO permanece firme e que o compromisso com o Artigo 5 está claro. Em participação na Munich Security Conference, ele destacou a evolução para uma NATO 3.0 com foco more pragmático e resultados.
Colby ressaltou que a aliança deve distribuir melhor as responsabilidades, com a Europa assumindo defesa convencional enquanto os EUA asseguram apoio adicional e mobilização de forças. A meta é tornar a defesa mais sustentável, mantendo o peso relativo entre aliados e o orçamento de defesa dos EUA.
Ele enfatizou que o governo busca entregas concretas em vez de promessas vazias, citando esforços para fortalecer a base industrial de defesa e aumentar a prontidão das forças. O objetivo é manter a dissuasão com aliados e parceiros, especialmente em áreas estratégicamente relevantes.
NATO 3.0 e foco estratégico
O subsecretário disse que a NATO 3.0 deve ser mais equilibrada e realista, sem abandonar tradições de aliança. A ideia é que a Europa tenha responsabilidade principal pela defesa convencional, com apoio dos EUA para manter a dissuasão e a capacidade de resposta.
Colby mencionou ainda a necessidade de reforçar a produção de defesa, citando a guerra na Ucrânia como exemplo de conflitos que exigem robustez industrial. A cooperação entre EUA e aliados para fortalecer cadeias produtivas foi apresentada como prioridade.
China, Taiwan e o aperto estratégico
Sobre a China, ele afirmou que o objetivo é uma relação estável e respeitosa, evitando conflitos, mas pela posição de força necessária. A estratégia envolve deter Beijing ao longo da primeira cadeia de ilhas e ampliar a cooperação com aliados no Indo-Pacífico.
Questionado sobre políticas de Taiwan, Colby afirmou não adiantar mudanças de posição em documentos oficiais, mantendo o foco na estabilidade regional e na robustez da dissuasão. Dados sobre orçamento, indústria e cooperação militar foram citados como elementos centrais.
Orçamento, energia estratégica e nuclear
O estilo de transporte de recursos para a defesa foi descrito como uma mobilização nacional que busca tornar a base industrial mais ágil e capaz de produzir para si e para parceiros. O papel da overclassificação de normas e ordens foi apontado como parte de debates internos.
Quanto ao arsenal nuclear, Colby defendeu continuidade da dissuasão estendida dos EUA e a participação de aliados europeus na configuração de políticas, ressaltando a importância de reduzir riscos através de formulações cuidadosas e deliberadas.
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