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Promotores franceses criam equipe para revisar arquivos Epstein

Equipe especial em Paris analisará evidências que podem implicar franceses no caso Epstein e reabrirá a investigação de Jean-Luc Brunel

Former French modelling agency executive Jean-Luc Brunel was close associate of Epstein. He was found dead in his cell in a Paris prison in 2022 after having been charged with raping minors.
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  • A promotoria de Paris criou uma equipe especial de magistrados para analisar evidências que possam implicar nacionais franceses nos crimes de Jeffrey Epstein e reexaminar o caso de Jean-Luc Brunel.
  • A equipe trabalhará com a unidade de crimes financeiros e a polícia para abrir investigações sobre suspeitas envolvendo franceses, buscando reunir informações para um novo enquadramento investigativo.
  • Brunel, ex-executivo de uma agência de modelagem, era próximo de Epstein e morreu na prisão em 2022; o caso dele já tinha sido encerrado em 2023.
  • Há novas linhas de apuração que envolvem um diplomata francês, um agente de modelagem e um músico, a pedido do Ministério das Relações Exteriores sobre a eventual participação de esses indivíduos em documentos de Epstein.
  • Também chegaram denúncias contra Daniel Siad e contra o maestro Frédéric Chaslin; Jack Lang deixou o cargo de presidente do Arab World Institute após as divulgações, e o Ministério Público abriu investigação preliminar por suposto crime de evasão fiscal agravada e lavagem de dinheiro envolvendo Lang e a filha.

O Ministério Público de Paris anunciou no sábado a criação de uma equipe especializada de magistrados para analisar evidências que poderiam implicar nacionais franceses nos crimes associados a Jeffrey Epstein. A medida envolve o escrutínio de documentos e relatos vinculados ao caso.

A nova equipe atuará em conjunto com a unidade de crimes financeiros e a polícia, com o objetivo de abrir investigações sobre eventuais crimes envolvendo cidadãos franceses. O objetivo é extrair elementos que possam ser úteis em um novo âmbito investigativo.

Paralisações sobre o caso Brunel

A Procuradoria também decidiu reexaminar o caso de Jean-Luc Brunel, ex-executivo de agência de modelagem e aliado próximo de Epstein, que morreu em custódia em 2022. Brunel foi acusado de abusar de menores, e a denúncia contra ele foi retirada após sua morte.

Segundo a Procuradoria, Brunel era descrito como amigo próximo de Epstein, tendo oferecido trabalhos de modelo a jovens de baixa renda. Porções de seu relato indicam que ele participou de atos sexuais com garotas menores nos EUA, nas Ilhas Virgens Americanas, em Paris e no sul da França.

Investigações adicionais e novas denúncias

Ao menos dez mulheres apresentaram acusações contra Brunel, com relatos de consumo de álcool e possível coerção a relações sexuais sem consentimento, conforme informações oficiais. Além disso, novas denúncias apontam para casos envolvendo figuras públicas francesas, sem indicar envolvimento direto até o momento.

A Procuradoria recebeu ainda uma série de pedidos de apuração sobre três casos específicos envolvendo um diplomata francês, um agente de modelagem e um músico. A Secretaria de Relações Exteriores iniciou o encaminhamento para avaliação das evidências solicitadas.

Caso Epstein e desdobramentos

O arquivo divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA motivou a demissão do ex-ministro francês Jack Lang da presidência do Arab World Institute. Lang negou irregularidades, afirmando ter ficado surpreso com a menção a uma offshore relacionada a Epstein.

A Procuradoria Nacional Financeira informou ter aberto uma investigação preliminar por suposto crime de fraude fiscal agravada e lavagem de dinheiro envolvendo Lang e a filha Caroline Lang. O caso segue sob análise institucional.

Contexto

Epstein morreu em 2019 na prisão, aguardando julgamento por tráfico de menores, conforme avaliação das autoridades americanas. As recentes revelações acionaram reavaliações de casos ligados a Epstein na França e ampliaram o escrutínio sobre redes associadas.

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