- Zelensky, na Conferência de Segurança de Munique, chamou Putin de “escravo da guerra” e disse que ele não deixará a Ucrânia nem a Europa em paz.
- O presidente ucraniano afirmou que a maioria dos ataques mira centrais elétricas, deixando quase todas as usinas danificadas e provocando falta de aquecimento em meio a temperaturas muito baixas.
- Ele disse ter conversado por telefone com o enviado americano Steve Witkoff e com o genro de Donald Trump antes das conversas, manifestando expectativa de resultados produtivos.
- Zelensky pediu aos aliados ocidentais decisões políticas mais rápidas, ressaltando que as armas evoluem mais rápido que as ações para detê-las.
- A Rússia anunciou nova rodada de negociações para os dias 17 e 18 de fevereiro, com participação de Ucrânia e Estados Unidos, para buscar uma saída para o conflito já no seu quinto ano.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez críticas fortes a Vladimir Putin durante a Conferência de Segurança de Munique, afirmando que o presidente russo está preso ao curso da guerra. A fala ocorreu neste sábado, 14 de fevereiro, no fórum em Munique, na Alemanha.
Zelensky ressaltou que a Rússia tem atacado centros elétricos e infraestruturas críticas da Ucrânia, deixando grandes áreas sem aquecimento em meio ao frio extremo. O chefe de Estado ucraniano enfatizou a necessidade de mísseis de defesa antiaérea para proteger o país.
O líder ucraniano também mencionou contatos com autoridades ocidentais, destacando conversas com o enviado dos EUA e com o genro de Donald Trump, sugerindo expectativa de resultados mais rápidos nas decisões políticas. Ele disse que as armas evoluem mais rápido que as respostas diplomáticas.
Novas negociações anunciadas pela Rússia
Na sexta-feira, Moscou informou uma nova rodada de negociações com a Ucrânia e os Estados Unidos, marcada para os dias 17 e 18 de fevereiro, em busca de uma saída para o conflito que se aproxima de cinco anos. A China não foi mencionada no anúncio oficial.
Zelensky enfatizou a importância de avanços diplomáticos, mas pediu que os parceiros ocidentais tomem decisões políticas com mais celeridade. A Ucrânia continua sob pressão de ataques que atingem infraestruturas elétricas e civis.
As informações sobre a conferência e a rodada de negociações foram disponibilizadas pela imprensa internacional, com fontes ligadas ao governo ucraniano e a declarações oficiais de Moscou. O conflicto mantém-se sem resolução até o momento.
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