- Hilary Hodge, com asma grave, mudou-se para Angers, na França, e o tratamento biológico que custava US$ 36 mil por ano nos EUA passou a custar US$ 3 mil por ano.
- ASTORE acompanha a vida de Hodge desde Chicago; o tratamento era caro demais e, em 2017, ela foi morar na França com o marido.
- Nos EUA, custos de saúde são um grande peso financeiro; uma pesquisa de 2025 mostra que quase metade dos adultos teme não conseguir pagar despesas médicas ou de medicamentos.
- Muitas pessoas veem a mudança para países com atendimento universal como solução, citando custos mais baixos e acesso facilitado à saúde; 38% dos expatriados entrevistados disseram considerar saúde mais barata e de melhor qualidade.
- Outros casos incluem Leah Mark, que se mudou para Mallorca, na Espanha, buscando qualidade de vida e alimentação, com vias como vistos de nomadismo digital para morar na União Europeia, ainda que a residência possa levar meses para ficar completa.
Hilary Hodge sofre de asma alérgica grave. Em 2012, havia a esperança de um medicamento biológico, mas nos EUA o custo de cerca de 36 mil dólares por ano tornava inviável o tratamento para ela. Ao se mudar para França, o mesmo produto ficou em torno de 3 mil dólares anuais.
A condição de Hodge já era crônica desde a infância. Com 32 anos, o inalador perdeu eficácia e o tratamento passou a ser essencial. Mesmo com elegibilidade para o biosimilar nos EUA, o preço era proibitivo para ela na época.
Em 2017, o casal decidiu buscar moradia temporária em Angers, na França, por motivos pessoais. Logo, o custo do biológico caiu drasticamente, abrindo uma possibilidade de tratamento estável e acessível. A mudança também teve impactos práticos para a família, inclusive com o nascimento do filho.
Quase metade dos adultos nos EUA manifestou preocupação com a capacidade de pagar despesas com medicamentos e saúde neste ano, segundo pesquisa da West Health-Gallup. O custo elevado envolve planos de seguro saúde familiar que podem chegar a valores próximos de 27 mil dólares anuais.
Além de custos, a acessibilidade é tema recorrente. Países com saúde pública universal, como Canadá, Japão e boa parte da União Europeia, costumam oferecer preços menores e tratamento mais previsível para residentes e alguns visitantes.
A mudança de Hodge ilustra a experiência de quem busca alívio financeiro sem abrir mão da qualidade de cuidado. Em vários casos, candidatos a expatriados citam a combinação de custo, acesso e previsibilidade como motivadores para deixar os EUA.
Acesso e custos na prática
Relatos de expatriação indicam que alguns cidadãos recorrem a vistos de nomadismo digital ou opções não lucrativas para iniciar o processo de residência. A regularização costuma exigir documentação, seguro privado durante a transição e tempo para acesso ao sistema público de saúde.
Outra história acompanha Leah Mark, que se mudou para Mallorca, Espanha, em busca de qualidade de vida e alimentação com padrões mais rigorosos. Ela relata melhoria no bem-estar e menor custo, além de benefícios gerais do ambiente europeu.
Como navegar pelas opções
Especialistas apontam a necessidade de viver por um mês em países da Europa para entender regulações locais e a prática diária. O processo de residência pode levar meses, mas muitas pessoas veem vantagem na integração ao sistema público de saúde.
Restrições legais variam, e o trânsito entre vistos de curto prazo, seguros e acesso aos serviços exige planejamento. Para quem busca continuidade de tratamento, verificar cobertura de saúde local, disponibilidade de medicamentos e prazos é crucial antes da mudança.
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