- O UBPD, unidade responsável por buscar pessoas desaparecidas, anunciou a identificação dos restos do padre Camilo Torres, morto em 1966 em combate no leste de Santander.
- Torres havia ingressado no Exército de Libertação Nacional (ELN) cerca de quatro meses antes de sua morte.
- Os restos serão enterrados na Universidade Nacional de Bogotá, onde ele estudou e atuou como capelão.
- A identificação ocorreu por meio de comparação de DNA entre ossos encontrados em Bucaramanga (2024) e amostra do pai Calisto, exumada em Bogotá.
- A UBPD informou que, desde 2017, identificou e devolveu quase setecentos restos a familiares e encontrou cinco centenas de pessoas que ainda eram consideradas desaparecidas.
A identifyação dos restos de Camilo Torres, sacerdote católico e militante do ELN, foi anunciada pela Unidade de Busca de Pessoas Desaparecidas (UBPD) nesta segunda-feira. Os restos foram reconhecidos após 60 anos de desaparecimento, ocorridos em fevereiro de 1966, no leste de Santander.
A comparação de DNA entre ossos encontrados em 2024 no cemitério de Bucaramara e amostra do pai de Torres, Calisto, permitiu a confirmação. Os restos serão enterrados na Universidade Nacional de Bogotá, onde o sacerdote estudou e atuou como capelão.
A UBPD informou que, desde 2017, já localizou quase 5 mil restos, identificou e entregou dignamente cerca de 700 aos familiares; também localizou 500 pessoas vivas. O anúncio foi feito no aniversário de 60 anos da morte de Torres.
Contexto
O ELN, criado em 1964, continua ativo e é alvo de acusações de desaparecimentos forçados. A entidade já sinalizou disposição para retomar diálogos de paz com o governo.
Javier Giraldo, sacerdote católico e ativista em defesa de vítimas do conflito, recebeu os restos na véspera do aniversário de Torres. A cerimônia de sepultamento será realizada na capital.
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